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Casal de Álvaro: Sonhos de uma nova sede na ementa de aniversário
A Sociedade Musical Alvarense assinalou no passado sábado, 18 de Outubro, o seu 103º. aniversário, com um jantar participado por cerca de 250 amigos da colectividade de Casal de Álvaro.
Arnaldo Nogueira, presidente da direcção, deixou claro que “os objectivos de hoje são os mesmos dos da data da fundação” e deu conta que “o projecto da nova sede está aprovado pelas entidades competentes, estando em execução os projectos de especialidade”. “A Banda Alvarense tem vivido dentro da normalidade”, decorrendo, de momento, “obras de adaptação da nova sala de ensaios e da escola de música, na antiga escola primária de Casal de Álvaro, gentilmente cedida pela Câmara Municipal”, adiantou Arnaldo Nogueira.
FEITOS HISTÓRICOS DE PESSOAS ADMIRÁVEIS
Manuel Campos, presidente da Junta de Espinhel, advertiu que “a Banda Alvarense não se poderá acomodar em atitudes narcizistas e de auto-contemplação, sob pena de hipotecar o seu futuro” e mostrou-se a favor da construção de novas instalações “sem demoras e sem confusões”. O presidente do Conservatório de Música de Águeda, Augusto Gonçalves, fez alusão “aos sacrifícios e vicissitudes” enfrentados pela Banda Alvarense ao longo da sua história, sublinhando a capacidade que teve, “em chegar até aos nossos dias com qualidade”. António de Almeida e Silva, presidente da União de Bandas de Águeda, reiterou em Assequins o que tinha dito, horas antes, em Fermentelos: “Estamos na UBA na condição de aglutinarmos as cinco Bandas do Concelho e estaremos sempre ao seu serviço”. O vice-presidente da Câmara Municipal, Jorge Almeida, numa alusão aos fundadores da Alvarense, considerou que “há pessoas admiráveis que conseguiram feitos inesquecíveis”. E mostrou-se confiante em que a colectividade “consiga atingir os seus desígnios com altivez”.
PODER LOCAL TEM DE APOIAR Paulo Matos, presidente da Assembleia Municipal, referiu-se às Bandas de Águeda como “as melhores do país”, enaltecendo António de Almeida e Silva como “figura importante na galvanização da União de Bandas”. “Que este factor de coesão, sirva para que o Poder Local perceba que as Bandas não podem ser desprezadas”, acrescentou Paulo Matos, depois de se referir a estas colectividades como “uma marca e uma referência” da cultural local. Castro Azevedo, presidente da assembleia geral da Sociedade Musical Alvarense, encerrou os discursos apelando no sentido de “que ninguém coloque o interesse pessoal à frente do interesse colectivo”.
AMÉRICO FERNANDES OFERECEU CLARINETE
Américo Fernandes, neto de um dos fundadores, filho de músico e dirigente, e músico, maestro e dirigente, que assumiu a direcção e gestão da Banda Alvarense num momento de alguma instabilidade, foi o grande ausente da noite. Alegando motivos de saúde, enviou uma missiva, lida por Castro Azevedo, a que juntou a oferta de um clarinete (o músico Jorge Almeida foi o fiel depositário), que em tempos lhe fora oferecido numa homenagem desencadeada por várias colectividades de Águeda. Câmara Municipal, Junta de Freguesia de Espinhel, Bandas 12 de Abril (Travassô), Castanheirense (Castanheira do Vouga), Nova e Marcial (Fermentelos) e de Vouzela, presentearam a Alvarense.
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