Valongo: Droga à porta da escola exige medidas imediatas
Há fortes suspeitas de tráfico de droga às portas da Escola EB 2,3 de Valongo. O órgão de gestão não confirma, mas, à cautela, pediu o reforço dos patrulhamentos da GNR. A Junta de Freguesia pede “medidas a curto prazo”.
A situação nem é nova e Rosa Matos, presidente do Conselho Executivo da escola, admitiu a SP que “já vi movimentos estranhos”. Mas também sublinhou que “desde há muitos anos que se especula muito sobre isso, não se conhecendo quaisquer casos concretos”. E muito menos “dentro da escola”. Alegadamente, porém traficantes e jovens consumidos “confundir-se-ão” nas áreas e arruamentos envolventes da escola, nomeadamente à hora do almoço e final da tarde. Foi para esses períodos que a escola pediu o reforço a GNR. Que actua.
Um caos...
O presidente da Junta de Freguesia de Valongo do Vouga conhece o caso “há muito tempo”. “Sempre foi asssim, mas aumentou, há agora muito mais malta envolvida, não tem comparação”, disse a SP. “Aquilo está um caos”, frisou Carlos Alberto Pereira, o PJF. “Há fulanos que até já se dão ao luxo de nos perguntarem se queremos que nos digam o número de telefone da GNR, para a chamarmos. São jovens dos 14, 16, 16, 19 anos, e mais, uns conhecidos e outros nem por isso”. Rosa Matos, a presidente do Conselho Executivo, referiu a SP que “por medida de precaução, pedimos à GNR que fizesse rondas mais assíduas”, nomeadamente nas tais horas mais críticas - as do almoço e do final a tarde. Mas não tem conhecimento de nenhum caso, “envolvendo alunos”. Nem sequer os pais ou a sua associação alguma vez apresentou qualquer petição que tenha a ver com isso.
Situação agravada
O presidente da Junta de Freguesia valonguense diz que “tem de haver uma solução a curto prazo” para evitar que a situação se agrave e deixou uma “bicada” para a Associação de Pais: “Se não intervém, que apareçam ao menos os pais, a situação é não pode continuar assim”. É que, segundo disse a SP, “o problema está a aumentar de dimensão, há gente estranha junto à escola, cada vez mais e com movimentações esquisitas e muitas mais, sem qualquer comparação”. (mais Valongo na página 15)
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