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Águeda: Cabine tapada com plásticos provoca cortes constantes de energia
A cabine que abastece a Urbanização do Alto do Rio está em tal e vergonhoso estado - veja-se a foto - que provoca repetidos cortes de energia e, consequentemente, fartos incómodos e prejuízos aos moradores.
“A situação arrasta-se há anos, com sucessivas falhas de fases, o que obriga que parte da casa fique sem energia, bem como a maioria das habitações da urbanização, com constantes sirenes de alarme a tocar”, queixou-se Alberto Lisboa, a 16 de Agosto, em documento enviado à EDP, frisando que “já se torna vergonhoso o que se passa com os maus serviços que a EDP presta aos consumidores”.
Plástico a cobrir cabine
O “modelo” que a EDP inventou para os novos postos de transformação em Águeda, então esse é pós-moderno, em pleno século XXI. Coberto a plástico! “Basta!... Resolvam definitivamente este flagelo. Não é tapar a cabine junto à habitação, com plásticos e até utilizando as pedras, de minha propriedade, para segurar o plástico do vento”, acusou Alberto Lisboa, perplexo pelo facto de a situação, assegura ele, se manter “há já vários meses”. “Até retira a beleza da moradia, que mais parece um bairro de lata. Acabaram os bairros de lata, ou estão a acabar, por Lisboa, mas chegaram a Águeda”, sublinhou o morador do Alto do Rio, interrogando-se sobre se “os churudos lucros só servem para distribuir pelos accionistas e adquirir empresas fora do país, sem primeiro arrumar a casa.....”, acrescentou Alberto Lisboa, “sem mais comentários!...”, mas ainda observando, cm ironia, “o belíssimo modelo de cobertura de postos de transformação energia que quando chove, nos deixa ficar sem energia eléctrica”.
EDP Promete...
A EDP deu resposta, assegurando a sua “melhor atenção” e até “registando com agrado” a queixa do morador da Urbanização do Alto do Rio. “Gostaríamos de realçar que o conhecimento das diferentes opiniões acerca dos nossos serviços assume, para a EDP, um contributo importante numa perspectiva de acréscimo permanente do nível de satisfação dos seus clientes. Voltaremos brevemente ao seu contacto, depois de uma análise rigorosa e cuidada da questão colocada”, disseram da EDP, ao queixoso Alberto Lisboa. Pois sim, palavras leva-as o vento - tal qual a chuva leva a energia eléctrica, em dias mais molhados, na Urbanização do Alto do Rio. Na verdade, seguindo a máxima de que “quem esperou estes anos, pode esperar outros tantos”, a EDP, olimpicamente e senhora e dona absoluta do fornecimento da energia, marimbou-se para os clientes, não passou as palavas as actos e a ainda esta semana a cabine estava como se vê. E os moradores do Alto do Rio por lá continuam dizerem mal da sua vida!
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