Águeda: Câmara despediu antigo director
A Câmara Municipal de Águeda, na reunião de 18 de Setembro, decidiu, por maioria, despedir o engº. José António Barreira, ex-Director de Departamento, acusado de procedimentos que «resultaram em prejuízo» do município.
O procedimento disciplinar foi accionado pelo executivo de Gil Nadais, pouco tempo depois de ter tomado posse, em 2005, nomeadamente apontando autos de medição de obras que resultaram em «objectivos prejuízos da Câmara Municipal». Já outra engenheira camarária e inferior hierárquica de José António Barreira, por idêntica razão, está suspensa por 130 dias. A instrução do processo foi feita por entidade externa e, segundo fonte camarária, foram despistadas «mais de 30 situações» em que ao autos de medição não correspondiam às obras realizadas - embora «não se tenha provado proveito próprio» do arguido. Todas as situações se referem ao período anterior à tomada de posse do executivo de Gil Nadais e, sobre elas, foram ouvidas várias testemunhas - por exemplo, os ex-presidentes Castro Azevedo e José Eloi Correia. A reunião do executivo que deliberou accionar a proposta do instrutor do processo disciplinar não teve grande discussão, votando favoravelmente os quatro eleitos do PS (Gil Nadais, Jorge Henrique Almeida, João Clemente e Elsa Corga). Os eleitos do PSD votaram contra - Paula Cardoso, António Tondela e Carlos Franco. A SP, fonte ligada ao processo, admitiu que os socialistas aceitariam outro procedimento disciplinar, desde que a questão fosse colocada pelos eleitos do PSD - que se escusaram, optando pelo «tudo ou nada». O procedimento disciplinar, todavia, numa seria com pena inferior à aplicada à engenheira suspensa por 130 dias (e que recorreu). A Câmara Municipal de Águeda, entretanto, não tem intenção de requerer indemnizações pelos prejuízos sofridos, segundo a conclusão do processo disciplinar. Mas vai participar o caso ao Ministério Público.
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