O Ministro da Agricultura presidiu, em Águeda, à cerimónia de encerramento do 1º. Concurso de Raça Holstein Centro Águeda 2008, organizado pela Associação de Criadores da Raça Holstein da Região Centro, em parceria com a Câmara Municipal de Águeda. “O governo só discutirá a liberalização das quotas leiteiras na União Europeia a longo prazo”, disse Jaime Silva.
O ministro recebeu, na oportunidade, um carta de um grupo de agricultores da região, queixando-se dos "desânimos do momento agrícola e das suas preocupações quanto ao futuro”. Sossegou-os.
“Podem contar com mais apoios, a nossa postura vai ser essa, nas negociações com a UE”, assegrou Jaime Silva, dando nota de “optimismo e esperança” no resultado das negociações e sugerindo que os empresários se organizem, como em 1986, na altura da adesão à UE, “assumindo, de novo, uma postura de gestão empresarial de sucesso”.
“Temos de nos preparar para isso, para a concorrência dos novos estados-membros”, disse o ministro da Agricultura, citando caso concreto da Polónia - que é grande produtora de leite.
A presença do ministro deveu-se ao convite da Associação Portuguesa de Criadores da Raça Holstein Frisia, liderada por Amadeu Morais - que, para esta edição “sem quaisquer apoios”, foi desafiada a repetir o evento em 2009. “Há gente que está a fazer um trabalho magnífico, na preservação das espécies, trabalho que merece ser exposto e divulgado”, disse Jaime Silva, assumindo a tarefa de “continuar a trabalhar para o sector ganhar dimensão”. VER EDIÇÃO IMPRESSA
PRÉMIOS DA RAÇA HOLSTEIN
O concurso da Raça Holstein foi subdividido em 23 secções e contou com um juíz do Canadá, para além de uma exposição
de animais, máquinas e alfaias agrícolas, alimentação e
genética.
As vacas campeã (ainda sem nome) e vice-campeã (a Rasteirinha) são ambas da Escola Profissional de Agricultura de Vagos.
“É um exemplo e sinónimo de como vale a pena apostar no conhecimento”, disse Jaime Silva, que, no final, visitou a Feira do Leitão à Bairrada, em Águeda.
Portugal, entre 1995 e 2005, perdeu cerca de 45 000 explorações leiteiras - baixando para as actuais 15 000. E tem igualmente menos animais: eram 380 000 e baixaram para 280 000. A rentabilidade deve-se à introdução de mais tecnologia nas explorações, ao apuro das raças, melhoria da alimentação e incremento de condições sanitárias nas explorações.
Portugal tem uma média de 18 vacas por exploração, muito longe das 41 da Alemanha, ou mesmo das 38 da Fraça. Mais de 90% das vacarias portuguesas produzam menos de 5000 toneladas de leite por ano.