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Águeda: Carências na rede viária e de saneamento nas preocupações da Junta de Freguesia

por Redacção Soberania em Setembro 04,2008

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Rogério Estrela gostou do que viu quando assumiu o cargo de presidente da Junta de Freguesia, mas, se o anterior executivo “fez obra”, também deixou alguns rabos de palha.

Embora se sinta realizado como autarca, lamenta que a rede viária esteja “tão degradada” e a rede de saneamento “não chegue à periferia da freguesia”.
SOBERANIA DO POVO (SP): Como encontrou a Junta de Freguesia?
Rogério Estrela (RE): Encontrei-a bem organizada e não partilho da ideia de que existia pouca organização. O anterior executivo, liderado pelo Gil Abrantes, tinha acabado de avançar com um concurso público para modernização do espaço, com novos computadores, impressoras e mobiliário, que permitem um maior conforto aos utentes.
SP: E quanto a obras?...
RE: Considero que, também aí, houve obras, embora, algumas, pudessem ter sido mais cuidadas e melhor controladas...
SP: Quer exemplificar?
RE: A rua que atravessa o Sardão, por exemplo, foi pavimentada com pavet e houve problemas com o escoamento de águas que ainda não estão resolvidos. O construtor apresentou uma factura com um valor superior ao acordado com o executivo anterior, alegando obras extras, o que não foi aceite por esta Junta. Penso que esta obra foi feita precipitadamente e, apenas, por motivos eleitorais.

PROTOCOLOS COM ESCOLAS

SP: O que tem feito para melhorar a actividade da Junta?
RE: Quer um exemplo? Procuramos dotar esta Junta com melhores condições e, para isso, estabelecemos protocolos de colaboração com a Escola Superior de Tecnologia e Gestão de Águeda e com a Escola Secundária Marques de Castilho. Disponibilizamos o espaço aos estudantes em estágio, permitindo que criem espaços de inovação e apliquem os seus conhecimentos, contribuindo, assim, para que a Junta, através desse valor acrescentado, dê pequenos saltos qualitativos na gestão e na informatização dos serviços.
SP: Que carências tem a freguesia?
RE: Uma das maiores carências é a rede viária. As estradas estão degradadas no centro da cidade, em Paredes e em Assequins, onde tem sido insuficiente a resposta da Câmara. Outra carência é a rede de saneamento, que não chega a todos os lugares. Cerca de 30% da freguesia não tem saneamento, com realce para a periferia, como a Giesteira, Maçoida e Rio Covo.
SP: Quais foram os seus maiores fracassos?
RE: Tinhamos um projecto que visava facilitar a aquisição de medicamentos nas farmácias para os idosos incapacitados. Esta iniciativa visava parcerias com as farmácias e instituições de solidariedade. Reunimo-nos com elas e houve abertura, nomeadamente, por parte das farmácias, mas entroncámos num problema legal. A nossa intenção era fornecer medicamentos na casa dos doentes acamados ou com problemas de mobilidade, mas a lei veda a venda desses produtos fora das farmácias. Fiquei bastante desiludido.
SP: Sente-se, de alguma forma, frustrado com a Câmara Municipal?
RE: A minha grande frustração tem a ver com a proporcionalidade na atribuição de verbas camarárias. Em função do número de eleitores, esta freguesia apenas recebia 50% do estabelecido em foro municipal. Pedimos para que a situação fosse revista, por não concordarmos com os pressupostos municipais, lesivos dos interesses da freguesia, mas, ainda hoje, aguardamos resposta.
SP: Como são as relacções com a autarquia?
RE: Normais, embora, pontualmente mais tensas, porque cada parte, legitimamente, procura defender os seus próprios interesses.
SP: Estando a Câmara sedeada na cidade, a freguesia perde visibilidade...
RE: Confundem-se, muitas vezes as iniciativas da Junta de Freguesia com as da Câmara Municipal. Isto limita bastante a visibilidade das nossas acções... Outra limitação prende-se com o facto desta freguesia não poder gerar receitas próprias...
SP: Que caminhos vê para contrariar o pessimismo reinante no pequeno comércio em Águeda?
RE: Quando chegámos, sentimos necessidade de dinamizar a baixa. Ainda tivémos alguns contactos com os comerciantes e com a ACOAG. Desenvolvemos algumas acções, como a criação de um cartão de fidelização ao comércio local, onde os consumidores, teriam descontos nos estabelecimentos comerciais de Águeda. Mas não houve aderência... Penso que existe pouca solidariedade e pouco espirito associativo entre os comerciantes.

RECANDIDATURA É HIPOTESE

SP: Sente-se realizado como autarca?
RE: A minha experiência tem sido boa. Por feitio sou um optimista e gosto do contacto com as populações. Procuramos, na medida do possível, minimizar os problemas dos munícipes, nas várias vertentes da nossa acção. Por isso, apesar de nem sempre conseguir os objectivos a que me propus, penso ter conseguido, até agora, um mandato positivo.
SP: Tem condições para se recandidatar?
RE: Suponho que sim, mas ainda é cedo para me pronunciar. Os orgãos de concelhia do PS ainda não se debruçaram sobre a matéria e eu também ainda não amadureci a minha decisão.

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