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Cultura: Fundadores da UBA vão sentar-se à mesa

por Redacção Soberania em Agosto 20,2008

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Amilcar Morais, um dos principais mentores da União de Bandas do Concelho de Águeda (UBA), agendou para amanhã, sexta-feira, dia 21 de Agosto, às 20 horas, uma reunião com os fundadores daquele que diz ser “o maior projecto cultural de Águeda dos últimos 20 anos”.

“Temos, em conjunto, que tentar encontrar soluções para resolvermos, de uma vez por todas, todos os problemas”, referiu Amilcar Morais, indagado por SP no princípio desta semana.
“A UBA tem que ser legalizada e tem que ter autonomia própria”, defendeu, depois, mostrando-se determinado “em enfrentar todas as questões com coragem”. “Temos de ir em frente!”, disse.
Amilcar Morais garantiu que “os fundadores da UBA estão todos convocados para a reunião, excepção ao saudoso Ulisses Carvalho de Jesus, já falecido, e que à época da fundação representava a Banda Marcial de Fermentelos”.

OUTRA VEZ...
À LAREIRA


O encontro, curiosamente, terá lugar no Restaurante A Lareira, em Travassô, local onde, a 29 de Junho de 1988, se reuniram os “autores da dinamização do Movimento de União das Bandas do Concelho de Águeda”.
Nessa ocasião, recorda-se, foram traçadas as linhas essenciais que presidiram à fundação da UBA, entre as quais “pôr fim a todas as quezílias e dialogar por uma política construtiva de abertura franca e interessada, visando relações de amizade dignificantes”.
De resto, a acta número um parecia clara nos propósitos defendidos, como “reforçar os laços de bom entendimento”, “respeitar e estimular com críticas construtivas o trabalho a desenvolver por cada parceiro” ou “entre ajudarem-se”.

12 DE ABRIL
INSATISFEITA


A crise na UBA foi despoletada pela insatisfação tornada pública pela Orquestra Filarmónica 12 de Abril, de Travassô, que levou, inclusive, à demissão de toda a sua direcção, na sequência de uma assembleia geral... mal sucedida.
Aníbal Pires, presidente demissionário da colectividade de Travassô, alegou “faltas de respeito pelas decisões da UBA” para apresentar uma proposta no sentido de suspender a participação da 12 de Abril no projecto, mas os sócios chumbaram a ideia.
O dirigente, recorde-se, falou em “bandas que não respeitam tempos de actuação”; que pretendem “fazer show off” por ocasião dos festivais; que interpretam “o Hino da Despedida” em desacordo com o acordado; e que revelaram “quebra de solidariedade” por ocasião da última cerimónia dos Passos.

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