Promessas da ARCOR querem crescer na canoagem
Rúben Ferreira (cadete) e André Coelho (júnior), transferiram-se do GICA para a ARCOR no início desta época e mostram-se agradados com a mudança, apesar de "os resultados terem ficado longe do esperado". Soberania dos Desportos conversou com os atletas.
SOBERANIA DOS DESPORTOS (SPD): Esta temporada fica marcada pela vossa passagem do GICA para a ARCOR. Porquê? RÚBEN FERREIRA (RF): As coisas não estavam a correr bem no GICA e as condições de treino aqui, na ARCOR, são muito melhores. Foi por isso, só por isso, que decidi mudar-me para Ois da Ribeira. E penso que valeu a pena... ANDRÉ COELHO (AC): Já não me sentia bem no GICA... Foram três anos de muitas dificuldades, motivadas pelas deficientes condições do rio. As relações com as pessoas responsáveis pela Secção de Canoagem começaram a deteriorar--se e decidi sair. Não estou nada arrependido. Quero agradecer à ARCOR, que me acolheu com todo o carinho, e aos nossos patrocinadores, que foram determinantes para que pudessemos praticar a modalidade durante esta época. SPD: E como é vos que correu a época desportiva? RF: Dentro do que era esperado. Julgo que a mudança foi benéfica e os resultados acabaram por ser muito positivos. AC: A época não correu muito bem. Falhei o objectivo de estar no Campeonato da Europa e sinto que fiquei longe do que tinha idealizado em Outubro passado, quando iniciei a temporada. SPD: Qual é a vantagem de usufruírem directamente do espelho de água da pateira? RF: É uma vantagem muito grande! Não temos os problemas que tinhamos em Águeda: baixo caudal do rio no verão e muitas dificuldades no inverno, devido às cheias. Aqui estamos à beira da água e o treino transforma-se sempre em momentos de prazer. AC: Podemos treinar com total à vontade, porque o plano de água é imenso. No rio Águeda, chegámos a treinar num curto espaço de 300 metros. Se queremos estar entre os melhores da canoagem em Portugal, temos que encontrar boas condições de treino. VER EDIÇÃO SP IMPRESSA SPD: Como é que ficaram as vossas relações com o GICA? RF: As relações não sofreram nenhum abalo. Continuo a ter alguns amigos no GICA e há respeito. AC: Ficaram perfeitamente normais. Continuamos a falar, a amizade prevalece e não há, da minha parte, quaisquer ressentimentos pelo que sucedeu. SPD: Como é que está a canoagem em Portugal? RF: Está bem! Já teve dias melhores, é verdade, mas também já teve dias muito piores. AC: A canoagem em Portugal está a melhorar... O número de praticantes está a crescer e a dimensão internacional dos nossos canoístas está a evoluir de ano para ano. Vamos ter quatro ou cinco atletas nos Jogos Olímpicos da China e isso prova que a modalidade está bem. SPD: Como foi o ano escolar? RF: Eu tive alguns problemas e fui obrigado a abandonar o percurso escolar no final do primeiro período, mas vou retomar os estudos logo que possível. AC: Estou no 12º. ano e ficaram por fazer três disciplinas. No próximo ano lectivo, pretendo fazer o que está em atraso e seguir os estudos universitários, provavelmente na área de desporto. SPD: Quais são os vossos sonhos na modalidade? RF: Ser um dos melhores de Portugal e representar o nosso país nos Jogos Olímpicos. AC: Conseguir conciliar a canoagem com os estudos e continuar a desfrutar do prazer que tenho tido em praticar a modalidade. É evidente que vou lutar por alcançar alguns lugares de prestígio nas diversas provas em que vou participar. SPD: E a selecção? RF: Eu tenho vindo a participar em vários estágios da selecção, nas duas últimas épocas, e espero continuar a merecer a confiaça do seleccionador nacional. AC: Vou tentar que as coisas melhorem no próximo ano. Vou trabalhar bem aqui na ARCOR, para continuar a ser selecionado e representar Portugal.
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