Valongo do Vouga: O Sarau Musical da Escola de Mùsica
O Eco que me impeliu a destacar o espaço de abordagem de um facto que está a marcar a freguesia, passou-se no dia 21 de Junho, no Cine-Teatro S. Pedro, em Águeda, a Gala da Escola de Música.
Não interessa dizer que foi bom. Não importa aqueles que talvez digam que não gostaram. O que está em causa, e isso é o fundamental, é já os dez anos daquela actividade patrocinada pela Junta de Freguesia de Valongo. O que está em causa (repetimos) é o esforço que uma autarquia desenvolve em favor de outros factores adjacentes à vida dos jovens e adolescentes, à sua formação moral, cívica, intelectual (pois não é a música uma ciência, como outras, que tem a particularidade de proporcionar desenvolvimento intelectual?) e proporcionar-lhes momentos lúdicos e de preparação psico-sociológica para a vida. O espectáculo, passe a modéstia dos intervenientes, revelou predicados e qualidades que até os próprios talvez desconhecessem possuir e não deixa de ser relevante, não só por envolver quase 300 alunos (mais concretamente 286), a maioria ainda de pouca idade, mas também despertando orientações pedagógicas e talvez a descoberta de talentos, que é sempre de enaltecer porque naturalmente há aqueles que, não sabendo do que são capazes, o descobrem com a orientação dos que lhes levantam o véu das dúvidas e das incertezas; os professores. E houve demonstrações de qualidades, principalmente em canto, cujas vozes e temas denotaram bastante qualidade dos intervenientes, imitando alguns consagrados monstros, nacionais e internacionais, na interpretação de música ligeira. E até nem faltou o que as novas tecnologias nos oferecem através dos vídeos e da informática, acompanhando-os nas suas apresentações. O sarau, denominado em duas vertentes, VII Festival da Canção e V Gala dos Pequenos Cantores 2008, foi precisamente tudo aquilo que antes se diz e mais aquilo que não sou capaz de transformar por outras palavras. Não é uma apreciação crítica este apontamento, mas registar um facto que fica comprovado pela enorme afluência de espectadores, todos da freguesia. Ou, seja justo dizer-se, não estivessem lá naquele palco os filhos, netos, parentes e amigos que, apesar de pequeno, já é grande e mete medo e algum respeito para quem o pisa. Que o diga eu próprio. Foi agradável, divertido, bem-disposto, não pesado. Podia ter sido mais curto, foi muito tempo. Mas foi bom. Aparte outros pormenores que em nada ensombraram esta actividade da Junta de Freguesia, acabou bem, inclusivamente com a intromissão jovem de tentar fazer humor, plagiando, se não erramos muito, o “Curral de Moinas” da televisão. n J. M. Ferreira
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