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Jafafe: Recebem mais os que menos fazem

por Redacção Soberania em Junho 25,2008

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Filipe Silva acumula o cargo de presidente da Associação Desportiva e Cultural de Jafafe, com o de membro da direcção da AMAR. Sabe do que fala. Para ele, há associações a mais: “O Grupo Folclórico, por exemplo, deveria ser integrado no Clube Macinhatense”.

Soberania do Povo (SP): Acha que é necessário o número de associações actualmente existentes na freguesia de Maci-nhata do Vouga?
Filipe Silva (FS): No meu entender, há associações a mais. Infelizmente, existem algumas instituições, até, que não fazem nada - ou muito pouco - e que, por vezes, são as que recebem mais apoios das instituições oficiais.
SP: Como acha que se deveria solucionar esse problema?
FS: Eram precisas medidas de fundo, que iriam mexer com muita coisa. Mas penso que era possível integrar algumas, mais frágeis e, diria, menos activas em outras com maiores possibilidades. Estou-me a lembrar do caso do Grupo Folclórico e Etnográfico de Macinhata do Vouga, que não tem espaço próprio e que bem poderia utilizar o espaço da sede do Clube Macinha-tense. Poderiam, muito bem, acho eu, fundir-se as duas associações.
SP: A questão do património físico é um factor importante para qualquer associação. Concorda?.
FS: O património físico é todo e o melhor suporte da dinamização de qualquer movimento associativo. A nossa associação, a Associação Desportiva e Cultural de Jaaffe, é a única da freguesia que tem uma área coberta com essas características, que são fundamentais para a prática desportiva e recreativa e de dimanização do espírito associativo.
SP: Considera os apoios oficiais, ou particulares existentes suficientes?
FS: Nunca são suficientes e, no caso da AMAR, por exemplo, lutamos com muitas dificuldades para levar a bom porto os nossos objectivos de ampliar o espaço e as estruturas, para responder às necessidades crescentes de apoio à 3ª. idade.
SP: Está a construir o lar...
FS: Está e luta com dificuldades enormes, para angariar fundos. No caso das valências sociais, por exemplo, não compreendo, no caso de IPSS, que a AMAR não congregue as crianças que estão no Centro Social e Paroquial. Se temos condições para isso, só ganhávamos todos em unir esforços, em vez de dividir sinergias.


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