Travassô: Pouco dinheiro e apoios para muito…trabalho
Pedro Neves, maestro da Orquestra Filarmónica 12 de Abril, sente-se satisfeito com o desenvolvimento da actividade musical do concelho. Mas queixa-se de alguma ingratidão. “Dinheiro e apoio é que são muito poucos, para o trabalho social que se faz”, desabafou a SP.
Soberania do Povo (SP): Considera o número de bandas importante? Pedro Neves (PN): Sim, considero. Temos cinco bandas no concelho de Águeda e estão todas muito bem servidas. Todas com muito qualidade e com grande envolvimento humano. SP: Neste caso, quantidade pode querer dizer qualidade... PN: Sim, quantos mais forem os músicos, maior é a escolha e, portanto, maior será a qualidade. Há sempre maior envolvência e mais exigência, quando a escolha é maior. SP: Quantos músicos compõem, atualmente, a Banda de Travassô? PN: São 60. Para além da banda, ainda temos uma oficina de música, onde ensinamos 30 a 40 alunos a aprender música. Estamos bem servidos. SP: E considera que é suficiente o apoio que vos é dado pela autarquia? PN: Dinheiro e apoio é que escasseiam. As entidade competentes não nos valorizam, como musicos. Considero muito pouco o apoio que nos é dado, para o trabalho social que desenvolvemos. É um trabalho grátis, sem qualquer contrapartida. Não nos dão valor e nem percebem a importância do nosso trabalho. São anos e anos de muito trabalho, muita dedicação e de muito sacrifício. Só dão valor ao produto final, quando nos ouvem, mas não entendem o esforço e o tempo que tivémos que dispender para conseguir atingir o nível que tanto apreciaram.
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