Clube da Venda Nova: Para o ano há eleições e já se querem mostrar!
O social-democratas ou democratas-sociais, reunidos em congresso, era vê-los bem vestidos, aperaltados, saltitando de interlocutor em interlocutor, ou sentados nas bancadas de peito enfunado. Muitos discursos, uns ouvidos, de outros, só o ruído, tendo a líder anunciado a criação de uma nova teoria económica - exaltação da classe média endividada, para quem tem que ser canalizado o dinheiro de todos os empreendimentos públicos, auto-estradas, TGV, etc., e o dinheiro dos ricos - o que contraria o chamado imposto Roben Wood, que os socialistas querem criar: tirar aos ricos para dar aos pobres, sem dar nada à classe média. As câmaras de televisão seguiam os passos dos notáveis e, a certa altura, pararam para entrevistar um deles. O Acácio Queirós do Vale estava refastelado no sofá e saltou dele, de repente: “Olha os que estão ali a espreitar atrás do entrevistado e a mandar beijinhos para a família, são cá de Águeda! Até parecem aquele do Porto, que anda sempre atrás da televisão!...”. “Pois são - respondeu a mulher - são os delegados de cá, para o ano há eleições e já se querem mostrar!”.
As marchas populares organizadas por algumas freguesias do concelho, vieram a Águeda em vésperas de S. João. Gentes de Ois da Ribeira, Fermentelos, Aguada de Baixo, Segadães vieram em trajes vistosos, garridos, policromáticos, levando arcos e balões, no meio de festões e grinaldas. Desfilavam cantando e dançando em direcção ao Botaréu, onde dariam a sua performance em competição. A certo momento, na avenida junto aos Bombeiros, parou uma marcha e ali ficou mobilizada mais de uma hora. Já inquieto e farto de esperar, o Cruz, que é ex--bombeiro e estava à porta do Canadiano, pegou no braço do Fernando Balantines e disse: “Vamos lá à frente ver porque é que não avançam!?...”. Perto da loja dos Trezentos havia burburinhou e agitação, que parecia baile e perguntaram: “Aqui também há marcha? A Lúcia do Brasileiro, respondeu: “Há marcha há, um já marchou na ambulância para o hospital!...”. Na marcha de S. João O bailarico correu mal Por causa da confusão Um foi para o hospital!
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