O novo romance do jornalista e escritor Armor Pires Mota, «A CUBANA QUE DANÇAVA FLAMENCO», vai ser apresentado a 7 de Junho, no auditório do Centro Cultural Prof. Élio Martins, no Silveiro, às 16 horas. Será apresentadora Odete Dias, mestre em Literaturas Africanas.
A entrada é livre e o livro tem o preço especial de apresentação (10 euros).
Sinopse. Curso em meio, Silas Macário, a personagem principal do romance, partiu para a Guiné. Raptado, viveu, durante meses, as agruras do cativeiro e inauditas peripécias. Sempre sonhou com a fuga, mas acabou rendido aos encantos de uma partisan, Usita, e de uma bela enfermeira cubana, Conchita Stella. Tentou libertar-se pelo amor. Do primeiro caso, há um filho e uma carta que despoleta a escrita deste livro. Um filho destinado a combater o branco, situação que permite a fuga. Em Bissau, soube, por telefone, da sua estranha morte e funeral que lhe são comunicados pela sua própria mãe. Traumas que, encarnando toda uma geração de sacrifício, procura exorcizar neste livro.
Armor Pires Mota nasceu, em 1939, em Oiã, concelho de Oliveira do Bairro. Mobilizado, cumpriu o serviço militar na Guiné, nas piores frentes de batalha, Oio e Ilha do Como, onde Nino comandou a defesa. Muitas vivências de guerra povoam parte da sua obra literária. Aliás, essa amarga experiência é-lhe recorrente. Em poesia, escreveu Baga Baga (Prémio Camilo Pessanha) e O tempo em que se mata o mesmo em que se morre, mas foi à ficção que deu mais espaço: para além do livro de crónicas de guerra, Tarrafo (logo apreendido pela PIDE), escreveu Guiné Sol e Sangue, crónicas e ficção, Cabo Donato, Pastor de Raparigas, contos, e Estranha Noiva de Guerra, romance.
Jornalista, escritor e poeta, publicou duas dúzias de títulos, entre poesia, crónica, conto, monografia, biografia e romance.