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DIÁRIO CURTO...

por Luisa (dra) Mello em Maio 09,2008

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“Ler é trazer até nós o real
das outras vidas”.
- Maria Gabriela LLansol
escritora portuguesa recentemente falecida

Dia 23 de Abril: Dia Mundial do Livro. É hábito dizer-se que o cão é o melhor amigo do Homem; para mim, é o livro. Amigo, companheiro, mestre e até psicólogo. As  viagens, os conhecimentos, as emoções, as horas de magnífico lazer que o livro me tem porporcionado são como a vida humana: não tem preço! Aflige-me pensar que, num futuro mais ou menos próximo, toda esta plenitude que o livro nos pode proporcionar seja preterida em favor da leitura levada a cabo por intermédios ecrãs de computadores. Deve ser como trocar uma boa refeição familiar e caseira à mesa dos nossos, por um bife MacDonalds metido no pão não sei de quê e uma coca-cola ou um red-bull, como finalização artificialmente energética. Pode ser prático e rápido, o que não tem é paladar e, sobretudo, consolação e “vida”. É postiço. Neste aspecto o meu alimento primordial é o livro e o estimulante a acompanhar, a música. Prato de substância e sobremesa destas podem dar indigestões magníficas - o que seria uma contradição nos termos, se se tratasse da vida real e não desta gostosíssima vida ficcionada.
Neste dia, há sempre aquela pergunta clássica a vários entrevistados sobre qual o livro que mais o marcou. (Felizmente que ainda se fazem entrevistas destas). Tenho pensado muitas vezes nisso. E agora, que tenho de ir lá tão longe no tempo, vem-me à memória que sempre gostei mais de ler de que me lessem ou me contassem histórias. Talvez já fosse uma premonição sobre a superficialidade do “pronto a comer”… Penso nisso. Tirando as muitíssimo distantes  recordações do meu jardim-escola da leitura, com os livrinhos da Colecção Manecas, da Condessa de Ségur e, já no básico destas “lautas refeições”, os Sondokans da pré-adolescência, tirando os clássicos e muito clássicos portugueses e alguns traduzidos estrangeiros, da iniciática juventude, vem-me à memória a “Guerra e a Paz”, de Tolstoi; o “Crime e castigo” de Dostoywesvsky; o “Germinal”, de Zola; os “Nús e os Mortos”, de Mailer “A brasileira de Prazins” de Camilo e o “Julgamento de Nuremberga”, em que foram condenados em Tribunal Internacional os “ratos” apanhados vivos que protagonizaram activamente todo o holocausto que foi a 2ª guerra mundial. Mais próximo, o livro de uma autora australiana Colleen McCullough, “Pássaros feridos”. Para não tomar fastidiosas estas voltas pelo “o livro”, na actualidade, e só falando em português, António Lobo Antunes.
Dia 25 de Abril. Cavaco Silva diz na sessão solene da comemoração da data que “vender ilusões não é melhor forma de fazer política”. Ficava-me por aqui de comentário para reflexão, se o Presidente não pusesse sobretudo a tónica do seu discurso na generalizada indiferença da nossa juventude pela política. O que não deixa de ser também um factor político, como, aliás, todos os actos e posições de quem já passou a idade da razão. Digam-me: porque haviam os jovens de se interessar pela “chatice” da política, quando, para os mais beneficiados do lado da vida, a “tralha” electrónica, boa e má, é tão abundante que não dá lugar a vazios existenciais de qualquer outra espécie, e para os nascidos do lado oposto a preocupação é sobreviver e ultrapassar da melhor - ou quase sempre da pior… - maneira a revolta dos párias?… Obrigação estrita de se interessar e ocupar com a política, esta e outras, têm os sucessivos governos que, ao fim de 34 anos de democracia, ainda não conseguiram corrigir uma data de “tiros” que a ferem!
Dia 26 de Abril. Até hoje, há cinco candidatos à presidência do Partido Social Democrata. Não há fome que não dêm em fartura!
Manuela Ferreira Leite parece-me a “salvação”. É uma candidatura pacífica, que pode unir boa parte do partido. Um senão: não tem jeito para campanhas eleitorais. Melhor dizendo, não tem feitio para os costumados “circuitos das fêveras de porco”. O que, para mim, é mais uma vantagem!…


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