FUTEBOL FEMININO: LEOAS DE FERMENTELOS NA 2ª. DIVISÃO NACIONAL
O Sporting Clube de Fermentelos subiu à 2ª. divisão nacional de futebol feminino. Um feito histórico. O treinador é Paulo Gato e Manuela Melo dirigente e treinadora-adjunta. O clube, e a secção, em particular, vive momentos de euforia e algum desalento, por falta de apoios. Registados por SPD. Manuela Melo, apesar da sua juventude, já é uma veterana nestas andanças do futebol feminino. A ela muito se deve do sucesso do Sporting Clube de Fermentelos, que cometeu a proeza de, pela primeira vez, colocar uma equipa de Águeda, nos campeonatos nacionais de futebol da segunda divisão. O momento é de justa alegria e festa, mas a antiga atleta e actual dirigente e treinadora tem razões de queixa: “Temos falta de apoios financeiros”, disse a SPD, considerando que a equipa feminina do futebol fermentelense "tem sido discriminada”. Apesar de todas as incógnitas que o futuro lhes reserva, é uma mulher de coragem e fé não lhe falta: “Temos condições para disputar com dignidade o campeonato e apostamos na manutenção!”. Soberania do Povo dos Desportos (SPD): No início da época, passava pelos vossos planos a subida de divisão? Manuela Melo (MM): Era o nosso grande objectivo!... SPD: Mas, calculamos, não foi nada fácil a subida de divisão e logo aos nacionais… MM: Sim… Havia vários clubes a competir directamente connosco. Cito, por exemplo, o Mealhada, que nos causou muitos problemas, e também o Clube de Albergaria e o Real Nogueirense, que também entraram na corrida paraa subida à divisão nacional e foram adversário muito fortes. SPD: No seu entender, a que se deve o êxito alcançado? MM: Fundamentalmente, deve-se à manutenção da estrutura da equipa, ao trabalho do treinador e à solidez da secção. SPD: E consideram que o Sporting de Fermentelos vos deu as condições suficientes? MM: O clube dá o que pode. Alberga todas as camadas de formação, desde os bambis até aos femininos, tendo, ao todo, cerca de 200 atletas. Por isso, a tarefa não foi fácil. Por outro lado, nem sempre fomos bem recebidos e começaram por nos encarar como mais uma equipa a roubar espaço aos homens!… Éramos, diria eu, mais uma secção a comer do mesmo prato. SPD: Como está, em termos de desenvolvimento e capacidade, o futebol feminino no concelho de Águeda? MM: Acho que está bem. A nível distrital, somos o concelho do distrito mais representado e tem-se desenvolvido, tendo havido grande receptividade, por parte dos clubes. Já cá estou vai para seis anos. No primeiro, havia muitas atletas (cerca de 30), o que era natural, pois era novidade, mas, agora, já somos mais selectivos, temos critérios de selecção e, mesmo assim, temos inscritas 21 atletas. SPD: Consideram que terão, para o ano, condições para permanecer nos nacionais? MM: Considero que temos condições para disputar a segunda divisão nacional com dignidade e apostamos na manutenção. SPD: Que apreciação faz da qualidade do vosso plantel? MM: Temos várias atletas com muita qualidade e acreditamos mesmo, que, em breve, iremos ter uma ou mais atletas na selecção nacional, o que nos dará uma outra visibilidade. SPD: Qual foi, nesta época, o vosso momento mais alto? MM: Termos ganho ao Murtosa, que era uma equipa invencível desde há mais de cinco anos.
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