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FUTEBOL FEMININO: LEOAS DE FERMENTELOS NA 2ª. DIVISÃO NACIONAL

por SPD em Maio 02,2008

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O Sporting Clube de Fermentelos subiu à 2ª. divisão nacional de futebol feminino. Um feito histórico. O treinador é Paulo  Gato e Manuela Melo dirigente e treinadora-adjunta. O clube, e a secção, em particular, vive momentos de euforia e algum desalento, por falta de apoios. Registados por SPD.
 
Manuela Melo, apesar da sua juventude, já é uma veterana nestas andanças do futebol feminino. A ela muito se deve do sucesso do Sporting Clube de Fermentelos, que cometeu a proeza de, pela primeira vez, colocar uma equipa de Águeda, nos campeonatos nacionais de futebol da segunda divisão.
O momento é de justa alegria e festa, mas a antiga atleta e actual dirigente e treinadora tem razões de queixa: “Temos falta de apoios financeiros”, disse a SPD, considerando que a equipa feminina do futebol fermentelense "tem sido discriminada”.
Apesar de todas as incógnitas que o futuro lhes reserva, é uma mulher de coragem e fé não lhe falta: “Temos condições para disputar com dignidade o campeonato e apostamos na manutenção!”.
Soberania do Povo dos Desportos (SPD): No início da época, passava pelos vossos planos a subida de divisão?
Manuela Melo (MM): Era o nosso grande objectivo!...
SPD: Mas, calculamos, não foi nada fácil a subida de divisão e logo aos nacionais…
MM: Sim… Havia vários clubes a competir directamente connosco. Cito, por exemplo, o Mealhada, que nos causou muitos problemas, e também o Clube de Albergaria e o Real Nogueirense, que também entraram na corrida paraa  subida à divisão nacional e foram adversário muito fortes.
SPD: No seu entender, a que se deve o êxito alcançado?
MM: Fundamentalmente, deve-se à manutenção da estrutura da equipa, ao trabalho do treinador e à solidez da secção.
SPD: E consideram que o Sporting de Fermentelos vos deu as condições suficientes?
MM: O clube dá o que pode. Alberga todas as camadas de formação, desde os bambis até aos femininos, tendo, ao todo, cerca de 200 atletas. Por isso, a tarefa não foi fácil. Por outro lado, nem sempre fomos bem recebidos e começaram por nos encarar como mais uma equipa a roubar espaço aos homens!… Éramos, diria eu,  mais uma secção a comer do mesmo prato.
SPD: Como está, em termos de desenvolvimento e capacidade, o futebol feminino no concelho de Águeda?
MM: Acho que está bem. A nível distrital, somos o concelho do distrito mais representado e tem-se desenvolvido, tendo havido grande receptividade, por parte dos clubes. Já cá estou vai para seis anos. No primeiro, havia muitas atletas (cerca de 30), o que era natural, pois era novidade, mas, agora, já somos mais selectivos, temos critérios de selecção e, mesmo assim, temos inscritas 21 atletas.
SPD: Consideram que terão, para o ano, condições para permanecer nos nacionais?
MM: Considero que temos condições para disputar a segunda divisão nacional com dignidade e apostamos na manutenção.
SPD: Que apreciação faz da qualidade do vosso plantel?
MM: Temos várias atletas com muita qualidade e acreditamos mesmo, que, em breve, iremos ter uma ou mais atletas na selecção nacional, o que nos dará uma outra visibilidade.
SPD: Qual foi, nesta época, o vosso momento mais alto?
MM: Termos ganho ao Murtosa, que era uma equipa invencível desde há mais de cinco anos.


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