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TRAVASSÔ: ORQUESTRA FILARMÓNICA FAZ 83 ANOS A QUERER MARCAR... "DIFERENÇAS"
A Orquestra Filarmónica 12 de Abril, de Travassô, comemora 83º. aniversário no sábado, 12 de Abril.
O programa festivo contempla uma missa (16 horas), uma romagem ao cemitério (17), um mini-concerto (18) e um jantar (20). Aníbal Pires (AP), 45 anos, tem uma ligação efectiva com a associação desde 1989, cumpre o terceiro mandato como presidente da direcção, mas confidenciou que gostava de passar a “batuta” da liderança no final deste ciclo. SP: Como é que correu o último ano da 12 de Abril? AP: O balanço é muito positivo, ao nível artístico e organizativo. No primeiro, o ano fica marcado pela “novidade” de termos apresentado um “novo” maestro, Araújo Pereira, que tem sido alvo dos mais rasgados elogios. Trata-se de uma figura de nível nacional, que se disponibilizou a colaborar com a 12 de Abril. E com o maestro Pedro Neves, o que constitui um dado de grande importância. SP: E em termos organizacionais internos?... AP: Foi um ano marcado pelo bom funcionamento da Orquestra e da Escola de Música. E, como expoente máximo, tivémos uma digna participação na Festa do Leitão, onde ficou vincada a grande união de toda a família da 12 de Abril. No final, a organização do Festival Internacional, que esteve a nosso cargo, foi a actividade com bandas de música, que mais público juntou em Águeda. SP: Como é que está a 12 de Abril, ao nível da formação? AP: A Oficina da Música continua a ser a grande aposta desta direcção. Para isso, apostámos na aquisição de novas instalações e em professores qualificados. Os resultados estão à vista de todos. Com o empenho de todos, continuamos a criar bons músicos. SP: E a agenda de serviços para esta época? AP: Tomando em conta a crise generalizada de festas em Portugal, penso que a 12 de Abril continua a ser uma das associações com mais e melhores serviços. Não é como há quatro ou cinco anos, é verdade, mas isso deve-se, essencialmente, à conjuntura portuguesa, que não está nada fácil! SP: Quais são os grandes projectos para o futuro mais próximo? AP: Continuarmos a marcar a diferença pela positiva e vivermos dignamente. Se assim for, conseguiremos uma grande vitória! SP: E a tão sonhada digressão a Cuba? AP: Não está esquecida! É um sonho que se mantém vivo, mas que ainda não foi possível concretizar devido à conjuntura cubana. Penso que o senhor embaixador, que vai estar entre nós no próximo sábado, conseguirá reunir as condições necessárias para que possamos efectuar a digressão em 2009. SP: As relações das bandas com o poder autárquico local já melhoraram? AP: As relações com o Poder Local não são boas nem más. Respeito o poder autárquico, mas não concordo com alguns critérios. Só isso.
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