AGUADA DE CIMA: FAZER MEMÓRIA DOS NOSSOS MELHORES
Águeda e as suas freguesias não tiveram no passado só HOMENS de peso na política, na indústria e ou outras actividades da vida social e produtiva.
Desta grande terra e região, há algumas figuras que têm sido lembradas e o poder autárquico, ao longo dos tempos, tem inserido os seus nomes em ruas e praças. Outros nomes têm sido esquecidos. Nasci em Aguada de Cima e como tenho já os meus 80 anos de vida, não me posso esquecer de certos vultos desta terra, que seriam também credores da mesma consideração. Por exemplo, só em Aguada de Cima, na vila, o professor José Abrantes, de apelido Fidalgo, figura relevante no ensino primário daquele tempo e que, para além de distinto professor, foi também grande industrial de grés, não só na freguesia, como no distrito do Porto, mais propriamente em Valadares. José Maria Rosa, de S. Martinho, que foi o “fermento” da Rosas Construtores, empresa de bastante prestígio em todo o país, pelos trabalhos em obras públicas e estradas construídas em Portugal inteiro. Nas Almas da Areosa, ou Canavai, José Maria de Oliveira, que também foi o “fermento” fundador da empresa José Maria de Oliveira & Filhos, Lda., grande construtora no concelho e na região. O dr. António Henriques Pinheiro, do Garrido, e o dr. José Maria Gomes Estima, este de Miragaia, que, além de médico, foi coronel na antiga Escola Cental de Sargentos. Para além destes, tivemos os professores Pinheiro e Alzira, que devem merecer de Aguada de Cima uma consideração muito especial, pelo que, naquele tempo, deixaram cultura a toda a freguesia e tão pouco receberam, contrastando com o que se começou a praticar a partir das conquistas do 25 de Abril. Aqui deixo uma lembrança para os netos dos meus conterrâneos, e/ou mesmo avós, ainda cheios de uma pujança que só o fim da vida retirará. - SAMUEL FERNANDES
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