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PORTUGUESES ESTÃO RENDIDOS AOS PAGAMENTOS ELECTRÓNICOS

por Jacinto Martins em Maro 05,2008

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Os portugueses renderam-se de forma activa aos meios de pagamento elctrónicos. Cartões de débito e crédito estão presentes na carteira da maioria, embora nem sempre signifiquem dinheiro em conta.

As caixas automáticas multiplicam-se, as lojas já não dispensam o terminal de pagamento. E se é verdade que tudo isto representa um ganho de tempo e uma comodidade incontestáveis para os consumidores, a verdadeira razão do empenho dos bancos na modernização dos sistemas é bem outra: a diminuição dos recursos físicos e humanos, ou seja, a redução de custos.
Os números são elucidativos: entre 2000 e 2005, as transacções com cartões de pagamento passaram de 51% por cento do total das transacções «não numerário», para 62%. Entre 1996 e 2005, o número de caixas automáticas cresceu ao ritmo anual de 11%, enquanto nos terminais de pagamento automático (TPA), a taxa foi de 13,9%, substituindo claramente a utilização de cheques – uma prova indesmentível de que os portugueses se renderam ais meios electrónicos. Ou seja, é por demais evidente a disseminação dos instrumentos de pagamento electrónicos em Portugal, a par de progressos obtidos na modernização dos instrumentos de pagamento no seu global.
É verdade que os instrumentos de pagamento electrónicos apresentam benefícios em termos de segurança, conveniência, facilidade de uso e tempos de deslocação, espera de processamento. Nesse sentido, o aumento da sua utilização proporciona ganhos significativos de bem-estar à comunidade, designadamente para os consumidores/utilizadores, por via da redução de custos e de tempo no acesso aos serviços. Porém, não podia deixar de haver contrapartidas de ordem negativa. Os bancos têm vindo a reduzir, de forma drástica, o número dos seus funcionários, se não despedindo directamente, propondo negociações de saída, por reforma e os novos trabalhadores que entram no sector bancário, são hoje claramente muito inferiores aos que saem. Como se isto não bastasse, temos os proveitos gerados pela disponibilização dos instrumentos de pagamento electrónicos, que ascendem em média a 722 milhões de euros/ano, ou seja, 0,49% do Produto Interno Bruto (PIB), o que corresponde a uma taxa de cobertura de 63,4% dos custos.
Por fim e como ponto de reflexão que importa reter, relativamente aos gastos com pessoal directamente relacionados com os modernos equipamentos de pagamento, em Portugal foram estimados em 482 milhões de euros, o que representa 18,7% dos custos totais do pessoal e 42,3% dos custos totais, associados à disponibilização dos instrumentos de pagamento.
Pelos dados expostos, resultantes de elementos recolhidos junto de fontes bancárias e sindicais, para lá dos números impressionantes que são referidos, do que não restam dúvidas é que a generalidade dos portugueses  e das portuguesas aderiram em força aos pagamentos pela via electrónica.

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