O comendador Almeida Roque disse a SP, sobre a construção do Conservatório, que "a água não passa duas vezes sob a mesma ponte"
SP: Tem alguma reserva em revelar qual ou quais as tendências que o influenciaram a preferir Oliveira do Bairro, ao doar dois milhões de euros para uma Escola Profissional?
AR: Como é do conhecimento público, por tantas vezes o ter proferido em reuniões, algumas oficiais, eu não sou pertença de nenhuma terra e não pratico bairrismos que dividem. O meu coração adora unir as pessoas e as terras e a doutrina cristã vocaciona-me para ajudar o mais carenciado, acrescendo a estes sentimentos o dever, para mim primário, de ser reconhecido.
SP: São essas as razões?
AR: Aí estão as razões que me vocacionaram, não para preterir, mas para ajudar, em oportunidade que o destino pôs à minha disposição, numa cidade que quis creditar-me as maiores honras que lhe foi possível dedicar-me.
SP: Há muitos anos, talvez 15, ofereceu um terreno e 200.000 mil contos para a construção de um Conservatório. Quais as razões por que a sua iniciativa não se concretizou?
AR: Porque aqueles a quem a oferta foi dirigida não deram um passo para lhe dar seguimento, não me cabendo a mim explicitar as razões por que isso aconteceu. Por isso não tenho o direito de fazer juízo de intenções, mas penso ter ficado por realizar uma obra digna de uma escola de superior projecção e que muito viria a enriquecer o património arquitectónico da nossa cidade.
SP: Ainda está disposto a reeditar a oferta?
AR: A água não passa, normalmente, duas vezes sob a mesma ponte e as oportunidades também não costumam repetir-se. -SP