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OIS DA RIBEIRA: 55 ANOS DE BIGODES SEMPRE LIGADOS À MÚSICA

por Redacção Soberania em Janeiro 16,2008

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Carlos dos Reis Matos, 66 anos, vai colocar ponto final numa carreira musical com 55. Os últimos 18, foram passados na Tuna de Ois da Ribeira, que reactivou em 1994, após 30 anos (1963 -1993) de inactividade.

“Comecei com 11 anos, na Tuna de Ois da Ribeira, precisamente no dia de Páscoa do ano de 1952. Já chega!”, referiu Carlos Matos, que vai entregar a condução musical da Tuna ribeirense “ao Luís Carlos Neves e o Nuno Almeida”.
Carlos Matos decidiu afastar-se, por indicação do seu médico. “Sinto que, quando me enervo com a malta nova, não fico bem... O pessoal por vezes falha aos serviços, vou para casa e não durno”, disse a SP, com algum desgosto à mistura.
“Arranjei duas pessoas para ficarem no meu lugar e vou sair da cabeceira, mas se entenderem que sou preciso... Olhe, tenho lá o meu saxofone e, de vez em quando, ainda vou dar umas “gaitadas””.
“Vai sentir saudades?”, questionámos. “Pois quem é que não sente? Um “gajo” fica sempre com saudades, mas eles não me vão fechar as portas”, sublinhou Carlos Matos.

TUNA DE BOA SAÚDE

A Tuna de Ois da Ribeira, segundo Carlos Matos,”está boa e continua a dar muito nome à terra”. “Agora só espero que apareça uma direcção, o mais tardar até Março, que faça o melhor possível”, acrescentou.
“O período de inactividade da Tuna, entre 1963 e 1993, deu--se precisamente pela falta de músicos e de pessoas que assumissem os destinos directivos”, alertou Carlos Matos, acrescentando que “quando a reactivei, em 1994, fi-lo de maneira a que a colectividade ficasse como património da freguesia”. “A Junta de Freguesia será sempre fiel depositária dos bens da Tuna, como referem os estatutos”, asseverou Carlos Matos.
Dia 26 de Janeiro, a direcção da Tuna de Ois da Ribeira presta-lhe homenagem. “Eu nunca gostei muito de louros... Eu, pela minha, terra faço tudo! É mais uma festa que se faz em Ois da Ribeira. Vai-se passar um bom serão”, concluiu o músico, o maestro e dirigente da Tuna.

HISTÓRIA DA BICICLETA

“Tenho uma história muito engraçada que me faz rir sempre que a recordo. Quando fui para o Rancho Regional do Cabo, não tinha bicicleta e pedi uma emprestada a um familiar, que estava pendurada no sotão da sua casa. Só que a bicicleta não tinha câmara de ar na roda da frente e fui ao garagista perguntar quanto custava uma.
Disse-me que custava 7$50. Como não tinha o dinheiro e a vontade de ir para o ensaio era grande, pedi-lhe para me colocar um pneu velho dentro do outro!
O garagista sorriu-se e fez-me a vontade! Fui para o ensaio ao lado da linha de comboio, e cheguei todo suado a Assequins.
O sr. António Duarte, director do conjunto, e o trompetista, que era o sr. Salgado, fartaram-se de rir quando lhes contei o sucedido. Conclusão, resolveram dar-me 7$50 adiantados para eu colocar a câmara na bicicleta. Foi uma alegria! Agora, nem de carro os músicos querem vir para os ensaios. É preciso ir buscá-los a casa. Não há gosto!”…

 

BI

C. MATOS 

 

Carlos Matos começou a sua carreira musical na Tuna de Ois da Ribeira e passou pelo Jazz Regional do Cabo, de Assequins, onde esteve duas épocas.
Depois disso, prosseguiu-a  na Orquestra do Rancho Regional do Cabo, no Rancho do Campinho e no Rancho das Tricanas da Calçada, de Albergaria-a-Velha.
“No regresso a Águeda, passei pelo Rancho da Rua d’Além, pela Orquestra da Rua d’Além e  Banda Velha de Fermentelos, onde estive no ano de 1962”, recordou Carlos Matos.
Os momentos mais marcantes da sua carreira, foram passados no seio dos grupos “Estrela Azul” (16 anos) e “Renovação” (10). “Foram tempos fantásticos!”, revelou o músicocom saudade de tempos em que a sua voz, para além da música, enchia salões e arraiais de toda a região, pelo país e até no estrangeiro.
“O ponto mais alto, foi no Renovação, quando fizemos uma digressão à Venezuela. Foram 30 dias formidáveis”, disse Carlos Matos, que termina o seu trilho na Tuna de Ois da Ribeira. “Felizmente regressei onde nasci e lá vou morrer”.
A Tuna foi reactivada e a “pauta” de concertos espalhou-se por todo o centro do país. Com uma memorável digressão ao Luxemburgo, em 2002.


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