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FUTEBOL: GOSTAVA DE REGRESSAR AO CLUBE E COM ESTES DIRIGENTES

por SPD em Janeiro 09,2008

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José Viterbo, deixou o comando técnico do Valonguense e abraçou um novo projecto desportivo na Sanjoanense.

SOBERANIA DOS DESPORTOS (SPD): Perdeu oito atletas e não se pôde reforçar. Foi por isso que saiu?
JOSÉ VITERBO (JV): Não. Saí porque pedi autorização aos meus dirigentes para fazê-lo e porque o projecto que me foi proposto na Sanjoanense é muito aliciante do ponto de vista desportivo, possibilitando que esteja num patamar competitivo mais elevado.
SPD: Com que sentimento abandona o clube?
JV: Com muita pena minha. Sinceramente! Deixo uma palavra de enorme agradecimento a todos os jogadores, que fizeram de mim mais treinador. E, naturalmente, a dirigentes como o Carlos Rafael, o Elísio, o Nuno, o Paulo, o Marques, o Toni, o Corga, a Beta e o presidente da Junta, Carlos Alberto, que de uma forma amigável, permitiram a minha saída. Um dia, sinceramente, gostava de voltar com estes dirigentes.
SPD: Que apoio lhe foi dado pelos directores?
JV: Todo! O clube atravessa uma fase muito difícil. Talvez a mais difícil da sua história! Só a presença diária dos dirigentes e a forma corajosa como têm tentado solucionar os problemas é mais que suficiente para acreditarmos que a dignidade será a última coisa a perder neste clube.
SPD: Está arrependido?
JV: Não. Passei o momento mais difícil da minha carreira, mas, ao mesmo tempo, o mais aliciante e apaixonante. É certo que nunca passei por um momento como este, mas também é verdade que estava motivado e apaixonado pelo meu trabalho.
SPD: Como é que está o ambiente no seio do plantel?
JV: Excelente. Aliás, o plantel funciona de forma fantástica e só a grande camaradagem e espírito de grupo, permitem que o clube possa olhar em frente, como em Agosto, no começo do campeonato.
SPD: Esta equipa do Valonguense "ruge" na defesa, mas "mia" no ataque...
JV: Eu construo sempre as equipas sustentando a organização colectiva em processos defensivos simples, mas eficazes. Não querendo, de forma alguma, desvalorizar o processo mais fácil, que é aquilo que supostamente todos gostam de ver concretizado, o ataque.
SPD: Mas onde é que "reside" o problema?
JV: Reside na falta de soluções do ponto de vista ofensivo. O plantel conta com apenas três avançados (o Tojó, o Hugo Ferreira e o Ricardo Sousa, este último sem experiência com-petitiva e que começa agora a dar os primeiros passos como jogador). Se tivermos em conta esta circunstância e o sacrifício que o Tojó tem feito para competir, facilmente chegamos à conclusão que as carências atacantes são enormes.
SPD: Acredita que o objectivo inicial, não descer, é possível?
JV: Acredito! E tenho a convicção, que com a minha saída o grupo ainda vai sair mais reforçado, atendendo ao carácter dos jogadores.
SPD: E agora?
JV: Agora? Espero que a Sanjoanense suba e que o Valonguense se mantenha.

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