A construção de oito novos equipamentos vão “homogeneizar a cobertura social do concelho de Águeda”, formando-o mais coesa”.
A afirmação é de Jorge Henrique Almeida, vice-presidente da Câmara Municipal, assegurando a SP que a autarquia “já deferiu as suas forma de apoio financeiro”.
SP: Aguada de Baixo, Macinhata, Travassô e Valongo - “empurradas” pela 1ª. fase do Programa de Alargamento da Rede de Equipamentos Sociais (PARES) - estão envolvidas em obras de solidariedade capital. De que modo é que a autarquia as vai apoiar?
JHA: É inédita esta situação, em que, no concelho temos estas quatro instituições (e mais quatro) com projectos apoiados pelo governo. A Câmara Municipal, através do seu programa de apoio às organizações sociais, já definiu as formas de apoio financeiro a estas obras, que lhe irão exigir um esforço significativo mas que, com muita satisfação, apoiaremos de uma forma por todos conhecida, com toda a clareza.
SP: Entretanto, a 2ª. fase do PARES contempla apoios para a Giesteira, Paradela, Préstimo e Valongo...
JHA: É verdade. São as outras quatro. É uma felicidade poder contar com todos estes apoios que irão homogeneizar a cobertura social do concelho, tornando-o mais coeso. Se repararmos bem, e tendo por exemplo os lares existentes no concelho, verificamos que temos uma zona sul do município, com óptima cobertura e a norte da sede de concelho, apenas os Pioneiros, na Mourisca, têm esta valência, enquanto na zona mais serrana é apenas Belazaima do Chão.
SP: Algo assimétrico…
JHA: Alertámos para este facto e, com estes apoios do programa PARES, passaremos, muito em breve, a ter lares em Á-dos-Ferreiros, em Valongo, em Macinhata, em Travassô, na Giesteira. Agora sim, teremos um concelho mais homogéneo.
SP: O benemérito aguedense António Soares de Almeida Roque expressou, um dia, o desejo de ver todas as freguesias com um centro de apoio à terceira idade. Alguma vez explorou esta ideia?
JHA: O Sr. Comendador Almeida Roque é uma figura muito estimada por todos os aguedenses e que muito honra o nosso concelho com a invulgar consciência social que demonstra, nos apoios que profusamente distribui e que se revelam determinantes para muitas instituições do concelho e de fora dele. É um orgulho grande para Águeda tê-lo connosco.
SP: E com os seus apoios…
JHA: Estou convencido, aliás tenho a certeza, que o sr. Comendador não vai deixar de apoiar também estas obras, que vão obrigar a muito esforço das instituições contempladas.
SP: Em que pé está a ideia da criação de uma Central de Compras que sirva as instituições particulares de solidariedade social de Águeda?
JHA: Lançámos essa ideia, que entendemos ser uma grande mais-valia, em termos de poupança de recursos, para todo este movimento social do concelho. Estamos, por agora, a aguardar o feedback que recolhe entre todos os intervenientes, mas mantemos a óbvia e inteira disponibilidade para arrancar com este projecto.
Habitação Social em nova dimensão
A Câmara Municipal de Águeda “vai continuar” com a sua política de habitação social. Para já, em Vale Domingos e Aguada de Cima.
SP: A edilidade anunciou em Novembro de 2007, a intenção de avançar, em parceria público-privada, para a construção de 60 fogos de habitação a custos controlados. Para onde é que está pensada a ideia?
JA: Numa primeira fase, para os terrenos que a Câmara Municipal possui em Vale Domingos, mas pensamos alargar esta iniciativa a outras freguesias, aliás conforme decorre já em Aguada de Cima, onde se encontra em construção um empreendimento de CDH.
SP: É o tipo de habitação social que todos conhecemos?
JA: Não se trata de construir mais bairros sociais, mas, antes, construir habitação de qualidade, a preços mais acessíveis, de modo a fixar no nosso concelho, sobretudo os casais jovens.
SP: Casais jovens de Águeda…
JA: Sobretudo os que, desde há muitos anos, têm vindo adquirir as suas casas em Oiã, Anadia, Albergaria e noutros municípios, onde são mais baratas, no que constitui uma verdadeira hemorragia de sangue novo do nosso concelho, que urge suster.