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ECONOMIA: ANICOLOR DE SUCESSOS A CAMINHO DOS 15 MILHÕES

por Redacção Soberania em Dezembro 27,2007

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A ANICOLOR completou as Bodas de Prata. A empresa é dirigida por aguedenses de Fermentelos e dedica-se à fabricação de perfis de alumínio anodizado e lacado e à distribuição através de uma rede própria de armazéns.

A ANICOLOR tem mais de 120 colaboradores, opera numa área total de 35.000 metros quadrados e espera atingir, em breve, a marca dos 15 milhões de euros de facturação.
Ramon Costa, 70 anos, é o presidente do conselho de administração e o principal rosto da empresa. SP conversou com o empresário fermentelense, por ocasião desta data festiva e marcante na vida da ANICOLOR.
SOBERANIA DO POVO (SP): Que balanço faz da trajectória da ANICOLOR ao longo destes 25 anos?
RAMON COSTA (RC): É um balanço de muitos contrastes. Tem muitas coisas positivas, algumas negativas, tempos difíceis, outros nem por isso, é uma pergunta difícil...
SP: O que é que mais recorda?
RC: Lembro-me dos primeiros anos  (1982,1983), dos momentos de desespero em que não havia dinheiro para honrar os nossos compromissos e muitas noites sem dormir... O dinheiro para os funcionários tinha que aparecer e aparecia sempre! E claro que me lembro onde chegámos, onde estamos e da indiscutível projecção que a ANICOLOR granjeia nos dias de hoje.
SP: Quais são as apostas e os desafios futuros da empresa?
 RC: A aposta da ANICOLOR passa, necessariamente, pelo reforço de estruturas que permitam a cobertura logística de todo o território nacional, de modo a dispensarmos um maior apoio aos nossos clientes. E passa por uma aposta clara num aumento significativo do volume das exportações. Queremos reforçar o nosso posicionamento no mercado espanhol, onde a nossa sucursal está a ter algum sucesso, mas onde é necessário acrescentar mais cota de mercado.
SP: Como é que caracteriza o sector?
RC: O nosso sector está a jusante da construção civil!... Ora se a construção civil está em queda, o nosso segmento específico de mercado também não pode estar florescente. Basta ver a queda abrupta do número de licenças de construção, quer particular, quer ao nível das obras públicas, para percebermos que o período é difícil. Mas o mais importante é dizer que a ANICOLOR está em contraciclo, não nos  podemos queixar. É claro que do ponto de vista da estratégia comercial, a ANICOLOR está na vanguarda de sector, também isso explicava o “contraciclo”, que lhe referi.
SP: Como vê a competitividade das empresas portuguesas?
RC: Penso que, de forma genérica, estão no caminho certo ao nível das competências e da competitividade. Deverão perceber qual é o seu núcleo específico do produto e especializarem--se nele. E, evidentemente, deverão apostar cada vez mais na imagem, no design, na inovação e, objectivamente, não terem medo de dizer que Portugal produz bem e que o que é nacional é bom. O “made in Portugal” deve, cada vez mais, ser entendido como uma oportunidade e não como uma barreira.
SP: Como analisa o actual estado da economia e o que perspectiva para o novo ano que se avizinha?
RC: A conjuntura actual não é a mais favorável e prevejo que a situação não melhore em 2008. Ou seja, vamos continuar a viver o período das “vacas magras” ter que saber viver com essa realidade. Saber viver com ela e, ao mesmo tempo, crescer, dimensionar as nossas empresas e adaptá-las aos tempos actuais.
SP: Qual é o volume actual de facturação da empresa?
RC: Esperamos atingir a marca dos 15 milhões de euros brevemente, embora, muito mais importante que os valores de facturação, sejam os níveis de rentabilidade, que, infelizmente, e de uma forma geral, têm vindo a decrescer.
SP: Quais são os principais mercados da ANICOLOR?
RC: De momento, a empresa intervenciona no mercado nacional, Açores e Madeira incluídos, nos PALOP’s (Angola, Moçambique e Cabo Verde), assim como na Espanha e em França.
SP: De que forma a inovação tem sido uma preocupação para a empresa?
RC: Deixe-me dizer-lhe uma coisa: a palavra inovação, aos olhos de muitos empresários, chega a parecer um lugar comum, do qual fica bem falar. Está na moda, mas nada de efectivo se faz nesse sentido. No entanto, se usarmos a palavra inovação e a associarmos à engenharia do produto, estaremos no caminho certo e poderemos então, verdadeiramente inovar.
SP: Qual é, afinal, o segredo da ANICOLOR?
RC: Um dos grandes segredos da ANICOLOR é a sua estratégia comercial, assente na conquista permanente de novos mercados e levada por diante  com sucesso pela nossa área comercial. E temos tido uma enormíssima preocupação na inovação do produto! Nesta matéria, como em muitas outras, penso que já somos líderes de mercado.

 

OS MAIORES DESAFIOS DA ANICOLOR

 

SP: Quais os maiores desafios que se colocam às empresas e aos empresários neste momento, na sua perspectiva?
RC: Um dos maiores desafios da nossa empresa é ter a capacidade de não pensar apenas em equipamentos e em tecnologia de ponta, mas também pensar em pessoas, em sensibilidades, na máquina humana, nos recursos humanos. É ter consciência que o tempo dos “patrões” já lá vai e que os empresários dos dias de hoje devem, fundamentalmente, rodear-se de “máquinas” humanas. Profissionais qualificados e colaboradores de capacidade indiscutível, que sintam  a empresa como sua.
SP: Mas, julgamos, esse tipo de personagens não abunda...
RC: Não abunda, mas é preciso procurá-los ou, em alternativa, fazê-los! Isso é que é o verdadeiro desafio! E temos que ter consciência que as coisas mudam demasiado depressa e que as empresas têm que ser organizações ágeis, dinâmicas, versáteis e que têm de viver com um único objectivo: servir da melhor forma o cliente e  vender com segurança ao nível da liquidez das operações.

 

PARQUES EMPRESARIAIS

 

SP: Como vê a criação dos dois parques empresariais em Águeda, anunciados recen-temente pela Câmara Municipal?
RC: Não me parece que a criação de dois ou mais parques empresariais, possa resolver, por si só, o problema da “fuga” dos empresários e das empresas de Águeda para outros concelhos.
SP: Não será uma forma de contrariar a “fuga” de empresas para concelhos limítrofes?
RC: Primeiro que tudo, é preciso que os empresários de Águeda sintam e gostem de ser de Águeda. Para que isso aconteça, também é verdade que Águeda terá que fazer alguma coisa por si mesma. Caso contrário, corremos o risco de estarmos a olhar para a árvore e não vermos a floresta. Águeda cidade, Águeda Sociedade, Águeda Autarquia, Águeda Indústria, todos têm a sua quota parte de responsabilidade na luta por um objectivo comum.


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