ÁGUEDA: NATAL NÃO É QUANDO A GENTE QUER!
por SP em Dezembro 20,2007
O NATAL é quando a gente quiser! Mas não é: é só quando a gente o faz! O Natal é tempo de prendas e de afectos, fazendo dele um curto tempo em que as pessoas se fazem mais humanas, mais próximas e mais íntimas.
O Natal reporta o nascimento de um Menino Deus, mas deveria ser, também, um tempo e advento para que fizessemos de todo o ano o mesmo tempo de amar e partilhar, de dar e receber. Como se todos fossemos iguais. E não somos!!! O Natal é tempo de festa e o tempo devia ser sempre de festa nas de preparação e mobilização de todos, para um mundo melhor, mais fraterno e mais igual. O menino que recebe de prenda a mais recente novidade tecnológica, que custa os olhos da cara aos pais que podem - e muitas vezes não podem!!!... -, aquele que no “sapatinho” acha o par de calças e o ténis de marca, o brinquedo sofisticado que é o seu extâse de uns poucos dias, devia lembrar-se que há outros meninos que não têm pão!!! Mas têm fome!!! E frio!!! E não têm farmácia para acudir às suas doenças, a vacina que os imunizem das moléstias físicas do mundo novo. Que fragilizam os seus males e matam os seus sonhos de vida e de futuro! Os meninos do mundo que morrem sem socorro e sem amor! Os que não têm Natal para, ao menos uma vez por ano, poderem saborear os paladares de festa, o gosto de uma peçazinha nova de roupa - mesmo que velha de outros usos, de outras crianças, de outros mundos!!!
O Natal não é Natal quando a gente quer!!! O Natal é só quando a gente o faz!!!
É Natal quando quem dirige o mundo, o país, as autarquias locais, se faz mais sensível às tragédias, às carências, à fome, à doença e as medos!!! Natal em Águeda será mais Natal quando, multiplicadas por 20 - as 20 freguesias do município... - as nossas crianças e o nosso povo não tenham de reclamar melhores escolas, melhor assistência à saúde, estradas deste tempo e redes de saneamento e água que efectivamente tornem Águeda mais igual, mais feliz, mais partilhada e menos assssimétrica. Porque todos, por igual, têm direito à escola, à saúde, ao emprego, ao pão, à cobertura de águas e saneamento, a casas dignas e a famílias felizes!! O Natal só será mais Natal se o fizermos. Na família, no emprego, nas fábricas, escritórios e campos, na rua, nas instituições, nas horas de espera das unidades de saúde e dos balcões dos serviços do Estado. Só haverá mais Natal se o caminho para o emprego, o hospital, a repartição, for mais fácil e igual para todos. Se um munícipe, por mais humilde que seja, tenha igualdade de tratamento e de oportunidades, acesso igual ao que uns têm, porque podem. E outros não têm porque as berças do seu dia natalício são menos ricas, menos capazes, menos preparadas e mais modestas. O Natal não é quando a gente quer. É Natal quando a gente o faz!!!
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