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CASTANHEIRA DO VOUGA: 111 ANOS DA BANDA

por Redacção Soberania em Dezembro 05,2007

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A Banda Castaheirense comemorou 111 anos ao serviço do associativismo e da música filarmónica - marca histórica celebrada no domingo, 2 de Dezembro. Mais de um século ao serviço da cultura aguedense e do mundo, que lhe dá estatuto de relevo no concelho e no panorama filarmónico português.

O programa começou coma romagem ao cemitério local (10,30 horas), homenageando todos os antigos colaboradores da banda. Seguiu-se a missa de aniversário e o habitual concerto da Castanheirense (12,30). O concerto apresentou novos temas, já tendo em vista a época musical de 2008, trabalhados no “defeso”, tais como o pasodoble Espanha Nuestra, a Abertura Marinarela e a marcha United Nations.

7 NOVOS MÚSICOS
E HOMENAGENS

A festa dos 110 anos envolveu várias homenagens e a apresentação de sete (7) novos músicos - o Filipe, o Rafael, o Luís, a Rita, o Diogo, a Bárbara e a Inês Santos, estas duas ultimas filhas do actual presidente da direcção, Mário Santos.
A homenagem foi feita de forma bastante original, visando o percurso normal que um aprendiz segue, desde o ingresso na escola de música até à entrada na banda, tendo sido feita a entrega simbólica do instrumento e depois do fardamento.
Além dos novos músicos, também o ex-maestro António Oliveira e seu filho Diogo foram homenageados, pelo seu regresso, enquanto músicos. Sem dúvida um momento marcante.

APOIOS À BANDA

Seguiu-se o almoço, numa tenda improvisada e no largo principal de Castanheira do Vouga. O presidente Mário Santos referiu que “a Castanheirense necessita de mais apoios dos seus habitantes” e que era “bastante triste que muitas pessoas daqui não tenham aderido às comemorações do 111.º aniversário”.
Referiu-se, em breve alusão, aos apoios que a Câmara Municipal de Águeda retirou, comentando que “a Castanheira marca poucas cruzes”, citando a pouca influencia que a freguesia tem nas eleições locais.
Paulo Matos, presidente da Assembleia Municipal de Águeda, interveio e afirmou que “as bandas têm poucas hipóteses de se auto-sustentar, pois vivem de sócios, de beneméritos e de algumas receitas que geram na sua actividade”.
O momento mais marcante do autarca foi quando, de forma bastante sentida e “não política”, como teve oportunidade de referir, afirmou que “o Sr. Presidente da Câmara tem o dever de estar presente nestes eventos, de forma a poder compreender ao pormenor as suas reais necessidades e problemas”.
Na verdade e como era do conhecimento geral, o presidente da Câmara Municipal de Águeda faltava ao aniversário da Banda Castanheirense pela teceira vez consecutiva, o que motivou algum burburinho, aquando das justificações da sua ausência.

TOTAL APOIO DA CÂMARA

O vereador João Clemente, de forma bastante tensa, referiu, em resposta, que se sentia diminuído, pois, segundo disse, ”o dr. Paulo Matos teve um discurso político ao referir-se à ausência do sr. Presidente de Câmara e eu não venho aqui como correio”.
A ausência do presidente, segundo João Clemente, estava “justificada com uma agenda repleta”. Foi um momento algo tenso e o vereador referiu ainda “o total apoio da Câmara” com a co-participação de 30% dos projectos apresentados. Foi um novo momento de tensão, pois foi questionada a aplicação dessa fórmula a outras colectividades, apoiadas recentemente com várias centenas de milhar de euros. Terminou de forma visiívelmente emocionada e referindo que “quem merece todo o apoio e aplausos são os pais dos meninos novos que entraram para banda”.

 

BOM MOMENTO: Vítor Silva, presidente da Junta de Freguesia e da Assembleia Geral da Castanheirense, na sua intervenção, na festa dos 111 anos, disse que “a Castanheirense está no bom caminho e num excelente momento musical”, tendo felicitado todos os elementos da banda.

A professora e benemérita Lurdes Santos foi outra presença notada. Visivelmente emocionada, referiu que nada lhe custava mais que “a ausência de Castanheira” e a distância a que estava. Lecciona no Algarve. Teve uma intervenção bastante objectiva, dizendo, em clara alusão ao financiamento dos projectos, que “há um verdadeiro projecto a apoiar, o actual, chamado Banda Castanheirense”.
A festa encerrou depois de cantados os parabéns e de João Clemente e Vítor Silva cortarem o bolo de aniversário. O final de tarde gelado, teve final quente em mais um aniversário da Castanheirense. n RSP


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