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AGUADA DE BAIXO: TEATRO SEM APOIOS E COM FALTA DE PÚBLICO

por CLÁUDIA DIAS em Novembro 28,2007

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 Vítor Encarnação, coordenador das actividades culturais do Paraíso Social de Aguada de Baixo, afirmou a SP que “A Câmara não tem dado um cêntimo ao teatro”.

O dirigente falava no dia em que o grupo teatral GRUTA, do Centro Cultural de Barrô (CCB) apresentou a peça “Os Pinga...e Amor”, no salão da Junta de Freguesia de  Aguada de Baixo, reflectindo sobre as dificuldades de desenvolver qualquer projecto teatral na freguesia.
Uma delas, é “a falta de apoio das autoridades competentes”, especificamente da Câmara Municipal de Águeda: “Há muitos apoios morais, mas apoios efectivos… não. As autoridades da Câmara não vêm às actividades, não marcam presença, e ainda não deram um cêntimo para o teatro. Isto, apesar de todos os anos ser enviado um projecto”, queixou-se Vitor Encarnação.
n JUNTA: Relativamente à Junta de Freguesia, o panorama é outro.  Vítor Encarnação disse  a SP  “tem sido um grande apoio no que lhes tem sido possível ajudar”. “É a Junta de Freguesia que nos cede o espaço - o que já não é pouco! -, e nos ajuda em tudo o que pode. O ano passado deu uma parte do que angariaram na festa da Junta para nós podermos realizar a peça infantil que apresentámos no dia da festa das crianças. Está sempre do nosso lado”.
n PÚBLICO:  Outro dos obstáculos a ultrapassar é a falta de adesão do público, que não assiste às iniciativas que se realizam. Como exemplo, citou o salão da Junta de Freguesia, onde se apresentou a peça do GRUTA de Barrô - ter estado quase vazia.
“Só quem gosta mesmo de teatro é quem vem ver. Mas eu penso que o teatro é um tema complicado a nível das audiências, porque as pessoas, se calhar, preferem ir a um espectáculo e pagar um bilhete caríssimo do que vir a um evento cá da terra pelo qual não pagam nada”, comentou Victor Encarnação, que, na sequência deste raciocínio, também fez referência ao “comodismo das pessoas”, que na sua opinião, “preferem estar na poltrona da suas casas, no quente, a ver um outro evento qualquer, e não aparecem nos de cá”. Acrescentou que “este fenómeno  acontece tanto em Aguada de Baixo, como noutras localidades tais como Barrô,  Aguada de Cima, etc”.
n PÚBLICO 2: Neste ponto, o coordenador das actividades culturais do Paraíso Social, salientou Vagos como “um caso excepcional”. De facto, no dia que o grupo de teatro desta instituição social fez a sua apresentação (há uma semana) a sala encontrava-se cheia.
“A adesão do público a este tipo de actividades também depende doutros factores como, por exemplo, a dinâmica das pessoas que organizam os eventos, o trabalho de divulgação que é feito e dos meios com que as associações contam para que essa mesma promoção tenha o efeito pretendido”, concluiu Vitor Encarnação.
n  CLÁUDIA DIAS


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