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Mascarrar a dignidade, por interesse pessoal...

por Almeida Roque (Comendador) em Janeiro 07,2015

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Estive em tantas situações, fiz tantos negócios, tive oportunidade de relações a todos os níveis e, também como uma bênção, me surgiu a oportunidade de viver a política durante uma dúzia de anos.
Durante esse tempo em que, felizmente, pude aprender tantas coisas, aperfeiçoei, sobretudo, os meus conhecimentos humanos.
Saí com a satisfação do dever cumprido, chegando à conclusão inequívoca  de que a política deve ser denominada a “Arte de ajudar os cidadãos a viver melhor”.
Este devia ser, sem sombra de dúvida, o 1º. mandamento do código deontológico de qualquer cidadão que exerça um cargo político, acentuando-se as suas responsabilidades, à medida da sua subida, na escala hierárquica.
Infelizmente, a grande maioria dos homens que há mais de quarenta anos ascenderam ao poder por força de uma “mudança” que era necessária, mas que resultou de uma revolução pérfida em que, parte dos seus principais promotores nos queria oferecer mais liberdade mas, a outra (parte) queria exactamente o contrário.
E ainda hoje, passadas que são mais de quatro décadas, as forças que personificaram essas situações persistem nos mesmos objectivos sabendo que, com esses procedimentos, já colocaram o País por três vezes nos limites da bancarrota e que, nesta altura, só a solidariedade dos nossos parceiros Europeus e uma mudança de atitudes, nos pode livrar do caos económico e moral em que vivemos, com culpa quase total, dos que nos tem governado.
É fácil até concluir que foram os nossos governantes quem, para se perpetuarem no poder, criaram uma nova classe,  “Os Absentistas”, que são hoje uma das piores chagas da Nação que, chega a não poder produzir por não ter a mão de obra necessária, quando as estatísticas dizem que temos mais de 15% de desempregados.
E são estes (absentistas e desempregados) que engrossam as fileiras da esquerda, porque esta lhes promete e dá regalias, à custa dos que trabalham, embora a direita, ainda que subtilmente, também tenha as mesmas culpas.
Esta situação tem sido sempre camuflada pelos governantes e, até, por grande parte da comunicação social, mas ela é realmente, uma triste e vergonhosa realidade!
Passados que são quarenta anos, em que o Mundo avançou em alguns aspectos que tanto nos facilitou a vida com os maravilhosos progressos da ciência, os políticos, e não só os portugueses, pouco ou nada evoluíram porque, acima dos deveres assumidos põem em primeiro lugar as suas conveniências pessoais ou do grupo e os maus contagiam os melhores que, salvo raríssimas excepções, tomam atitudes semelhantes. (Diz-me com quem vives, dir-te-ei quem és).
Esta flagrantíssima situação significa, sobretudo, que, sabendo melhor do que as outras classes a necessidade que temos de nos sacrificar para sanar os seus erros do passado, “exigem o sacrifício dos outros”, mas eles, que deviam dar o exemplo, fazem de conta que nada tem com isto, denotando, assim, a sua nítida falta de dignidade!
Poderá haver excepções ainda que elas se não destaquem, mas, um cento de andorinhas, não fazem a Primavera!
Sugeriram-nos estas considerações, as principais declarações do Senhor Presidente da República  na sua mensagem de Ano Novo, em que Sua Exª., afirmou: “Os Partidos e os agentes políticos têm de demonstrar, pela conduta, que são exemplo de transparência”.
“Há que ser cuidadoso nas promessas eleitorais que se fazem e que, a não serem  cumpridas, acentuam perigosamente a desconfiança”.
“Só o rigor e a transparência na condução política nacional permitirão a melhoria das condições de vida das pessoas. O combate à corrupção é obrigação de todos”. (faltou referir que só essa forma de fazer política conduzirá à dignificação dos seus agentes). O comentário em parêntesis é nosso.
“Portugal não pode regredir para uma situação semelhante àquela a que chegou em princípios de 2011, em que foi obrigado a recorrer a auxílio externo de emergência”.
Estas  adequadas, sensatas e mais do que justificadas declarações, levantaram um coro de protestos do PS e dos Partidos à sua esquerda, como se aquilo que Sua Exª. disse não fosse justificado e necessário mas representasse uma gravíssima calúnia.
É esta a moral de grande parte da nossa classe política que para  desgraça nossa, tem sido a pior escola dos portugueses, quando devia ser o contrário.
O Senhor Presidente da República disse o que é necessário e urgente, cumprindo as suas obrigações essenciais e, o seu recado é perfeitamente justificado pelos procedimentos anteriores; por essa razão, cremos ter merecido o aplauso da maioria dos portugueses válidos.
Receamos, porém, que na hora da verdade mais uma vez os procedimentos alvitrados como no passado, não serão ouvidos por conveniências pessoais.
O que Sua Exª. lembrou são obrigações inerentes de quem tem a honra de representar e governar o País, constituindo e merecendo a meditação de todos os portugueses; mais ainda, daqueles que juraram publicamente fazê-lo.
A situação do País exige a colaboração de todos os portugueses, mas os que governam têm essa exigência redobrada.
O Senhor Presidente da República deu-lhes, mais uma oportunidade, para meditarem nos seus deveres e não merecia essas perjurativas críticas.  
Ouvem-se, ainda, os ecos do Natal e está presente na consciência de todos os que têm a felicidade de a sentir, rejubilam com a dádiva de coragem e amor que nos dá o Papa Francisco, que arriscando a sua vida, hora a hora, para nos legar o seu exemplo de amor à verdade e à justiça, resistindo à censura dos perversos.  
E terminamos com a esperança de que a insensibilidade aos seus deveres da quase totalidade dos nossos actuais políticos, medite na mensagem do Papa e na advertência do Senhor Presidente da República e que, também eles, tenham a coragem, não como o Papa, de arriscarem a vida, mas, apenas, de cumprirem com dignidade os seus sagrados deveres que, por conveniência, teimam em esquecer! p ALMEIDA ROQUE


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