O Natal ainda é o que era
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Todos os dias, nas nossas rotineiras, saudações vamos respondendo invariavelmente que está tudo bem. Logo de seguida. iniciamos a longa “ladainha” das nossas lamentações e críticas, quase sempre com o “refrão” isto já não é o que era! Seja a que propósito for, desde a educação ao respeito, desde a política à religião, desde o desporto à televisão, falando dos amigos ou dos inimigos, ... mudam os dias, mudam os problemas, mas a cassete é sempre a mesma. Pois, amigos, proponho-vos mudar de opinião. O Natal ainda é o que era e vai continuar a sê-lo. Dir-me-ão que não, que já está tudo perdido... Que vai tudo nesta enxurrada de pessimismo: - Que foi feito do Menino Jesus? – Já nem é Ele quem dá as prendas... - Que foi feito dos presépios? – Agora o que conta é o pinheiro. - Que foi feito da oração familiar? – Já nem se reza em família, nem sequer na noite de Natal ... - Que foi feito da boa relação da família? – A maior parte das famílias alimenta zangas e mais zangas, por questões minúsculas, por partilhas, pelo tratamento dos pais ou avós idosos e doentes... - Que foi feito da aproximação e convívio entre vizinhos? – Cada um na sua casa ...
Deus não muda
Acreditem que estamos a ser levados. É preciso remar contra a corrente e gritar com todas as forças a toda a gente: O Natal ainda é o que era porque Deus não muda, porque Deus está connosco e vai continuar a estar sempre, de uma forma muita amiga e muito próxima. O nosso Salvador continua a nascer, a crescer e a viver no meio de nós para que todos o possam descobri r e acolher. A Estrela continua a brilhar, os caminhos, iluminados por essa luz, conduzem-nos garantidamente à descoberta e ao encontro. Por isso, não é por aqui que o Natal deixará de ser o que era, não é pelo lado de Deus, porque Deus não falha; não é pela parte de Deus que há fuga possível, porque Deus amou o mundo até lhe dar o Seu próprio Filho que fez morada no meio de nós; não é pela parte do Filho que há um virar as costas ao mundo porque morreu para salvar o mundo. Não! Não! Pelo lado de Deus, ... nunca! Este Natal é o Natal de um Deus que se faz um de nós, é o Natal de Deus comigo, na minha vida, na minha casa, na minha actividade, no meu coração, nas minhas palavras, pensamentos e projectos, na minha missão humana e divina. Em Jesus, eu sou um pedacinho de Deus. Sempre assim foi, sempre assim será.
Caminhos de fé
Os intervenientes humanos é que são diferentes, de geração em geração. É por aí que o Natal pode deixar de ser o que era: se eu me julgo mais que todos, se me julgo eterno em vez de peregrino, se eu penso ter alcançado a meta só porque já dei 40 ou 50 passos nos caminhos da minha fé, se já perdi a sensibilidade de criança que me permite dispensar a mão do pai e o abraço dos irmãos, ou se me julgo deus em vez de Deus. Se assim for, já não estou a ser levado pelos outros, mas sou eu mesmo que estou eu a dar passos largos para o abismo, e então já nada em mim será o que era, nem eu sou nem serei aquilo para que fui criado. Pare, escute e olhe! Pare e dê prioridade a Deus que chega! Escute o Deus que lhe fala através de um recém-nascido. Olhe muito e bem para si e olhe menos, muito menos, para os outros! Avance e siga a Estrela! Descobrirá Aquele que faz com que o Natal continue a ser o que desde o princípio foi: DEUS CONNOSCO! SEMPRE!
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