Natal
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Embora as verdadeiras intenções religiosas estejam relegadas na maioria das suas manifestações para um plano secundário, e o Natal, também Ele, transformado pela sociedade de consumo, não queremos deixar de saudar essa data tão querida, para os verdadeiros Cristãos. Este dia simboliza, especial e simultaneamente, o amor e o sacrifício, pois é isto que, acima de tudo, é significado pelo patíbulo ao qual subiu Cristo e assentou a cruz onde Ele, por Amor, se deixou morrer. E como seria belo este Mundo, se cada um de nós desse aos outros, um pouco daquele supremo bem que, quanto mais se dá, mais se tem.
Pés de barro
Aproveitemos o Natal para meditar e apostemos em que, com um pouco de amor e solidariedade, poderíamos transformar esta Sociedade egoísta, que caminha cegamente para o abismo, comandada, principalmente, pelo egoísmo autista dos políticos pervertidos! Que este Natal seja também, para eles, um tempo de meditação e regeneração e de olhos postos na prisão de um Homem que nos governou mais de meia dúzia de anos e tudo fez para cercear a liberdade, tentando, até, manietar a comunicação social! Gigante de “ pés de barro” esqueceu-se de que a maior das grandezas é a prática da humildade, da verdade e da Justiça… e ele, infelizmente para o próprio e para a nossa Sociedade, ignorou completamente as três. Esta vergonhosa situação para o nosso país e para o mundo, não pode, porque não deve, servir de regozijo para ninguém; deve, sim, servir de motivo para meditação de todos nós e, sobretudo das classes politicas que têm governado Portugal e, até, grande parte da Europa. Embora saibamos que as culpas desta situação não se podem atribuir a um cidadão mas a um sistema formado por partidos, estes são constituídos por homens e mulheres, nos quais se filiam, não com o objectivo digno de participar no engrandecimento da Sociedade mas, em 99,9% das situações, com a objecta intenção de a explorar, jurando defendê-la.
Tempo de meditação
Neste tempo que propicia a meditação e tendo em atenção as revoltas que afloram por grande parte da Europa e nos trazem à memória os tempos trágicos da década de 1928/1938, “data do acordo de Munique”, que foi o prelúdio da catástrofe que semi/ /destruiu o Mundo durante os anos de 1939 a 1946 e só terminou com o terror das bombas atómicas, sobre Hiroshima e Nagasaki. Ao relatar estes factos, embaciam-se-nos os olhos e o coração, de pensar nesses dias tão trágicos que o Mundo viveu. Comparamos esses tempos com o triste atentado há dias no Paquistão, que assassinou cerca de 150 crianças numa escola. É Natal, tempo de meditação; auscultamos o futuro com os pés calejados por esta jornada, que dura há mais de 95 anos, e com os olhos embaciados e o coração amargurado pela maldade dos homens, quase nos falta a coragem para manter a esperança. É ainda com o que nos resta desta (esperança) e com o optimismo dos que sempre se objectivaram para o futuro que auguramos: Depois do Natal vem a Primavera e, com ela, as andorinhas… E no bico das andorinhas, talvez venha a Boa Nova. E essa seria: Que os homens, e sobretudo os políticos, deixaram cair a máscara do cinismo e hipocrisia e apostaram, finalmente, na dignidade e no amor aos compromissos selados com o seu público juramento! FINALMENTE, SERÁ NATAL n ALMEIDA ROQUE
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