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Águeda: Plano e Orçamento de 2015 aprovados sem surpresa
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A Assembleia Municipal aprovou, por maioria, com cinco votos contra (PSD) e quatro abstenções (PSD, Freguesia de Fermentelos, CDS-PP e CDU), as Grandes Opções do Plano e Orçamento (GOPO) para 2015.
O documento passou com os votos favoráveis do PS e de Albano Abrantes (Aguada de Cima), Paulo Seara (Águeda e Borralha), Pedro Marques (Macinhata), Mário Martins (Travassô e Ois da Ribeira), Pedro Gomes (Recardães e Espinhel) e José Vidal Martins (Valongo do Vouga). Alberto Marques, Hilário Santos, Marlene Gaio, Tiago Lavoura e Paulo Matos (todos do PSD), votaram contra; João Coelho (PSD), Carlos Nolasco (Fermentelos), Paulo Pereira (CDS-PP) e Francisco Simões, (CDU), abstiveram-se. Wilson Gaio (Barrô e Aguada de Baixo), Vasco Oliveira (Belazaima, Castanheira e Agadão), Carlos Silva (Trofa, Lamas e Segadães) e Pedro Vidal (Préstimo e Macieira), não estiveram na segunda parte da sessão iniciada no dia 12.
Projectos megalómanos e desajustados
"O executivo insiste em procurar financiamentos e apoios fáceis de obter, candidatando-se a medidas por vezes extravagantes e desadequadas da realidade, acabando por avançar com projectos megalómanos, caros e desajustados das necessidades", acusou Alberto Marques, justificando o voto desfavorável. Paulo Seara elogiou, na generalidade, o documento: "Tem um milhão e meio de coisas positivas e uma ou duas que são discutíveis", concluiu o eleito socialista, enaltecendo o executivo "pela forma como olha para as pessoas e percebe o tempo de dificuldade económica que vivemos". "Estou mais de acordo com a intervenção crítica do PSD, do que com o apoio do PS", observou Francisco Simões, da CDU (absteve-se), motivando uma reacção irónica de Paulo Seara: "É normal do PC (Partido Comunista), que se dá bem com o PSD há muitos anos!".
Sugestões para o orçamento participativo
A rúbrica do orçamento participativo, com 500.000 euros, motivou "recomendações" do PSD. "Achamos que o valor deve passar para um milhão de euros, que 25% deve ser investido na zona serrana, que nenhuma freguesia possa ter mais do que 25% e que o valor máximo para a cidade não ultrapasse 10%", sugeriu Alberto Marques. Os social-democratas defenderam, ainda, que "os investimentos devem estar decididos até Maio, para serem executados em 2015; que a votação seja aberta aos munícipes; e que qualquer proposta só deva ser considerada se tiver, no mínimo, o apoio expresso de 1% dos eleitores". O presidente da freguesia de Águeda e Borralha contrariou a proposta "laranja" e saiu em defesa de Gil Nadais: "É uma verba muito generosa e até grande para um projecto-piloto. 250.000, para primeiro ano, era mais adequado! Um milhão era um bocado... megalómano!", referiu Paulo Seara. "500.000 euros é uma verba adequada", vincou Gil Nadais, defendendo que a aposta "tem que valer pelo mérito dos projectos". "Ainda não sei bem como será feito o regulamento...", revelou o presidente da edilidade, depois de Paulo Pereira (CDS-PP), ter sugerido a inclusão de verba para o orçamento participativo jovem.
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