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Évora sempre foi uma cidade muito interessante. Já lá estive algumas vezes, pelo que não a conheço “só de vista”. Aliás, todas as cidades do Alentejo são históricas e bonitas, Évora não é excepção. O que nunca me passaria pela cabeça ir apreciar, era a cadeia, que, prevejo, irá ficar ao nível de celebridade do templo de Diana. Mais um monumento e tão modernaço que, na sua parede exterior, se escreve o nome da cidade em minúsculas. Outro monumento prisional do género, a Carregueira, não rebaixou tanto a sua geografia. De certo, pelos já averiguados culpados que aí têm morada. Não digo que os não haja também em “évora”, mas o que lá está de inocentes brada aos céus! Este é um comentário que me foi sugerido pela colossal indignação do dr. Mário Soares, após visita ao mais recente inocente de toda a população do edifício. Estava frente à TV com a minha filha Paula, no pouco tempo que ela aproveita para ver notícias, entre o fim do almoço e o regresso ao trabalho. Quando as “gralhas” de fotógrafos e repórteres começaram a agitar-se mais que o normal, cheguei a antecipar que o “homem” ia sair, levado em ombros até à Assembleia da República - o que, face à injustiça de que fora alvo, até merecia os quilómetros necessários para o conduzir a pé. Não foi preciso tanto sacrifício: o alvo das “gralhas” era o dr. Soares. Furioso, destemperado, iracundo. Troquei um olhar alarmado com a minha filha: “Ai meu Deus, que o senhor vai morrer aqui em directo, de enfarte ou de trombose, já não tem idade para emoções destas!”. Felizmente, não aconteceu e, pelo silêncio posterior, deve ter chegado ao remanso do lar com tensão arterial já normalizada. O que comentei a seguir é que tanto os que lhe são próximos como os médicos assistentes, deviam dissuadi-lo deste tipo de exposição pública mediática (eu, que sou bastante mais nova, já não vejo o Benfica. nem pela televisão!...). Até pelo respeito que todos lhe devemos na altura, já lá vão 40 anos, em que nos livrou de uma ditadura bem pior do que a de que estávamos a sair. Foi um espectáculo confrangedor: tirem-no destes filmes! - LUÍSA MELLO
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