Ois da Ribeira e Travassô: Apelo à subversão civil por causa do aterro
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A Assembleia da União de Freguesias de Travassô e Ois da Ribeira aprovou o plano de actividades e orçamento de 2015, por maioria e no valor de 166 557 euros, com abstenção dos quatro eleitos do PSD. A nota dominante da reunião, porém, foi o apelo à subversão civil, para protestar as obras da nova ponte e as condições do caminho alternativo. Armando Ferreira, eleitor de Ois da Ribeira, em inflamada intervenção, chamou à forma como a AF decorreu «um programa dos Marretas» e, indo ao essencial, sublinhou que «o problema é o aterro, o que levaram foi o aterro», ao que, disse, «os órgãos autárquicos se deviam ter oposto». Fez memória do esforço dos oisenses, há mais de 60 anos, para se construir a ponte, que «os de Travassô diziam que só de faria quando as galinhas tivessem dentes». «O que está em causa é resolver o problema, rapidamente. Se não, teremos de voltar a 65 anos antes», disse Armando Ferreira, numa aparente alusão à recolocação do aterro, abandonando a ideia da nova ponte. Até porque não entende(u), nem entende muita gente, como é possível que com os meios técnicos actuais se demorem mais de 500 dias a fazer a obra. As críticas ao atraso das obras sobraram na AFTOR: porque o caminho alternativo é de lama, de buracos, de enormes regos abertos pelas rodas das viaturas. Porque não de pode passar a pé, ou de bicicleta, ou de motorizada. Porque «a Câmara não tem respeito nenhum e tem desprezado Ois da Ribeira». Porque se «estragam as viaturas, aumentando os prejuízos dos proprietários». Diamantino Correia (PS) disse que «estamos a sentir o problema na pele, com a vida transtornada». «Tiraram--nos o aterro e não sabemos quantos anos vamos ter de esperar pela solução para esta estranha forma de resolver o problema. A Câmara tem de pôr um piso no caminho alternativo. É mau de mais e não temos culpa do mal que nos fizeram», disse Diamantino Correia. Mário Martins dispôs-se a levar essa petição à Camara. «Reconheço que têm razão», disse o presidente da Junta, acrescentando que «já tinha sugerido o calcetamento temporário, com a pedra que foi retirada do caminho da Calçada». «O que é grave – disse Diamantino Correia – é que não se vê o fim das obras». Foi criada uma comissão, para se avistar com a Câmara, formada por Germano Venade, Vital Santos e Mário Martins. João Ferreira, no período reservado ao público, sugeriu que a comissão deveria sensibilizar a Câmara para «compensar as pessoas de Ois da Ribeira, dos prejuízos causados por isto, com a isenção do IMI». Armando Ferreira, concordando com a proposta, lançou a «sugestão para a subversão civil». Subversão que, no seu entender, poderia «passar pela vossa demissão» - a dos órgãos autárquicos – e «fazer o país saber o que aqui se passa». E, mesmo assim, sublinhou, «nunca seremos ressarcidos dos prejuízos que sofremos».
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