Educação: Municipalização da Educação motiva petição do Sindicato
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O Sindicato dos Professores da Região Centro (SPRC) entregou, ao final da tarde de ontem, 16 de Dezembro, uma petição na Câmara de Águeda, em que contesta a municipalização da educação que tem vindo a ser negociada entre Governo e algumas autarquias.
Trata-se de um documento nacional, com cerca de 11.000 asinaturas, através do qual os docentes têm tomado posição “num processo que prevê inaceitáveis transferências de competências, mas do qual as partes em negociação têm afastado quase todos os implicados, neste caso, os professores e educadores do concelho”. Os peticionários entendem que “este projecto da municipalização da educação, ao qual de forma enganosa o governo deu o nome de “Aproximar Educação”, tem implicações gravíssimas para professores, alunos e população em geral”. “Um inqualificável secretismo e a opacidade têm marcado a actuação do governo e da Câmara, atingido, também, órgãos de gestão das escolas e agrupamentos, mas o isolamento de quem pretendia promover a municipalização às escondidas é cada vez mais evidente”, sublinha o SPRC. “Declarações públicas do presidente da Câmara de Águeda, afirmando que nada será feito se as escolas não quiserem, reforçam a importância de romper os continuados bloqueios à discussão do assunto”, acrescentam os sindicalistas. O SPRC explicou que “a entrega da petição foi uma forma dos docentes, cuja opinião não pode continuar a ser desvalorizada, intervirem publicamente contra as pretensões que juntaram o Governo e a Câmara de Águeda, mas, também, contra a forma como o processo tem sido conduzido, desrespeitando e diminuindo a condição profissional de quem trabalha nas escolas, docentes e não docentes”.
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