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Sobreiro: Homem responde por roubo, sequestro e incêndio
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O homem que na madrugada de 30 de Março invadiu a casa da ex-namorada, roubou, sequestrou e incendiou, está a responder no Tribunal de Aveiro. “Foi uma loucura que eu fiz. Não tem explicação nem justificação”, disse Manuel Silva.
A notícia dos crimes foi divulgada em SP, a 2 de Abril. O homem, de 58 anos, não aceitou o corte da ex-namorada e agiu revoltado, com uma faca e uma pistola de plástico. Viúvo, com duas filhas, o ex-segurança partiu o vidro da sala da casa, no Sobreiro (Valongo), entrou e ameaçou a ex-namorada, Célia, de 44 anos, e a empregada, de 23 - deixando-as apavoradas. Manietou-as, agrediu-as, ameaçou a ex-namorada e obrigou-a a entregar-lhe cerca de 100 euros, um telemóvel, seis cartões multibanco e alguns objectos em ouro. Na casa, no primeiro andar, dormiam três idosos. O sequestro durou cerca de 4 horas e o ex-segurança, procurou imitar sotaque estrangeiro, mas foi identificado, mesmo assim, pela ex-namorada. Reconheceu-lhe a voz. Não ficou, porém, por aí: logo depois, foi ao carro, que tinha deixado perto, pegou em duas latas com gasolina e foi incendiar uma casa herdada por Célia, ao lado da habitação e que estava destinada a um salão de cabeleireiro e de estética. Espalhou a gasolina e ateou-lhe um fósforo. Os prejuízos causados, segundo a acusação (Ministério Público), são superiores a 50 000 euros e maiores seriam se não tivessem acudido os Bombeiros de Águeda, chamados pela dona da casa. Ao tribunal, no julgamento que decorre em Aveiro, Manuel Silva confessou os crimes e disse que “tinha uma fixação enorme pela senhora”, a ex-namorada. E afirmou que, para ele, “tudo ficou no passado”. Que pensa remediar os erros cometidos e “resolver a vida”. O julgamento vai continuar e o ex-segurança está com vigilância electrónica, em prisão domiciliária.
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