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A DRAMÁTICA ESCOLHA em que o líder socialista colocou os portugueses!

por Almeida Roque (Comendador) em Dezembro 10,2014

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Com voz bem timbrada pela convicção, como eu gosto, o senhor dividiu claramente os cidadãos que, politicamente, constituem Portugal.
De um lado, o Partido Socialista, o Partido Comunista, o Bloco de Esquerda e o Partido Livre e todos os que defendem ideias semelhantes; do outro lado, a Direita, com quem nada quer!
Foi isto que o senhor gritou da sua tribuna, no Congresso do Partido Socialista, o que extrapolando com rigor político, a amostra que V. Exª. forneceu ao País que quer Governar é, sem dúvida, o que se passou em Portugal entre o dia 11 de Março e o dia 25 de Novembro de 1975, apenas com uma diferença: é que, nesse tempo, o Partido Socialista, pelo menos tão claramente, não se comprometeu, como agora V. Exª. o fez.
Temos de ressalvar que V. Exª. não disse que as pessoas que herdaram essas teorias políticas e vêm defendendo as mesmas práticas, irão realizar as mesmas acções, como a reforma agrária e as nacionalizações e, em relação à nossa dívida externa, pouco tem faltado para afirmar que nós somos um Povo que detesta dívidas e nunca fizemos tão feias acções. Que foram gangsters que inventaram a dívida, para agora lhes pagarmos os juros que impedem a nossa vida normal, já que a dívida não é para pagar, como, aliás, disse o vosso chefe espiritual.    
Ou está enganado, ou
quer enganar o país

V. Exª. disse ao País que, se ganhar as próximas legislativas, vai geri-lo sem essa escumalha maldita, que se desgasta nos seus gabinetes a inventar o progresso, que é como quem diz, um amanhã melhor, “porque é assim a direita”.
V. Exª. nada quer com essa gente, que arrisca o seu sossego e vive em permanente ansiedade, para dar vida aos progressos fantásticos que iluminam este mundo maravilhoso, mas que tem como contrapartida tanto sacrifício e até desespero, tantas vezes ignorado por aqueles que de tudo isso beneficiam, “porque tudo isso é burguesia” da direita!
Com as suas frases e preferências, V. Exª. levou-nos a imaginar que, dos muitos modelos até hoje experimentados, terá escolhido algum próximo dos ideais professados pelos “compagnons de route”, a quem deu a preferência para seus aliados.
Senhor Costa: ou o senhor está enganado, ou quer enganar o país.
Qualquer das situações é gravíssima, porque é a sociedade que corre perigo: o da vossa ignorância, ou da sua inconsciência.
Ninguém acreditará em qualquer das duas situações,  pois essas várias formas de governar já foram experimentadas, infelizmente em muitos povos, não constando que a nenhum deles tenham levado a satisfação, para além da dos seus “chefes e suas mordomias”.
Ou será que V. Exª. pensará ter descoberto uma nova e inédita forma de Governo e encontra nos seus eleitos os sócios ideais para a realização da sua descoberta?…

Ofender a grande maioria
dos portugueses válidos

Um político experiente como V. Exª. sabe das reais frustrações políticas da sociedade e deveria ter-nos dado a conhecer o seu projecto, se ele de facto existe...
Sejamos francos: cremos ser altura de acabar com interrogações e blagues e encararmos a realidade com a frontalidade e a grande responsabilidade que obriga a trágica situação do país ou sociedade que V. Exª.  quis dividir, no tempo em que ela mais precisava de união!
E V. Exª. ofendeu, com certeza, a grande maioria dos portugueses válidos, porque os excluiu!
Politicamente, é um gravíssimo erro, que lhe custará muito caro, porque o caos económico e moral em que nos encontramos exige a união e V. Exª. dividiu, criando um estado de alma impróprio para a cooperação que é indispensável para sanar ou, ao menos, amenizar a situação em que nos encontramos.
Quando era indispensável demonstrar unidade e harmonia para termos a cooperação da Europa a quem estamos ligados e até, de certo modo, hipotecados, V. Exª. prejudicou essa ligação, provocando a descrença dos nossos aliados e até a ira dos nossos credores!
Mas, para o bem de todos os portugueses, com a inclusão de V. Exª. e seus aliados, que também nasceram em Portugal, não ganharão as próximas legislativas, porque a maioria dos que sabem escolher não vão querer que dentro de três/quatro anos, depois delas, voltemos a estar, novamente, na antecâmara da bancarrota.

A 4ª. República

Nós acreditamos convictamente que, até com a ajuda dos erros ou omissões dos últimos três anos, os portugueses irão dar uma estrondosa vitória às forças políticas que, esperamos, serão precursoras da construção da 4ª. República onde, em harmonioso  progresso, haja lugar para todos os portugueses, sem excepções.
Com os direitos de opinião que nos são conferidos por lei e com a experiência que a vida me conferiu e que tenho o dever de endossar à sociedade, a actual “estação” política está demasiado inconstante para ser tratada com as costumadas “mezinhas” e é indispensável uma cirurgia que faça a ablação total do tumor.
Já falámos mais vezes desta situação e fazêmo-lo na perspectiva da formação de uma vontade séria, que é  indispensável para que os portugueses possam, finalmente, usufruir de um governo de Homens dignos, com formação democrática e a gosto de servir a sociedade, já que a genuína democracia é para Santos,... e Eles não são deste mundo.
E esse mundo será daqueles que, com a fria coragem que brota da dignidade, se devotarem avidamente à sua construção, de alma solidária e coração imaculado!
n ALMEIDA ROQUE


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