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Dezenas de trabalhadores no desemprego

por Redacção Soberania em Novembro 26,2014

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As empresas Trecem, Inferchapa, Ferraço e Kimeseal, do Grupo EU-Steel, fecharam portas, a 18 de Novembro, atirando para o desemprego várias dezenas de trabalhadores.

Três dezenas de funcionários da Trecem reuniram-se, a 19 de Novembro, junto à empresa, para um encontro com Rui Castro Lima, administrador da insolvência, que foi do agrado dos trabalhadores. “Deram-nos as cartas para o fundo desemprego, vão pagar-nos os dias de trabalho deste mês e as indemnizações virão depois”, revelou António Dinis, de 56 anos, residente em São João de Monte e há dez na Trecem, como trefilador.
“A empresa tinha ordenados em dia e a nossa mágoa tem a ver com a má gestão e a incompetência de muita gente”, acrescentou António Dinis, apontando o dedo “à importação de produtos chineses, de ridícula qualidade, que conduziram à paragem da produção e à decadência da empresa”.
António Martins da Silva, de 61 anos, 23 dos quais na Trecem, entende que com estes administradores, não havia possibilidade de continuarmos”. “Temos saudades da qualidade da pessoa e da dinâmica do senhor Armindo Abrantes, um grande empresário”, acrescentou o operador de máquinas, de Avelãs de Cima.
“Sou quase da primeira hora, vi a empresa a crescer e a minha maior dor foi em 12 de Junho do ano passado, quando oito funcionários, entre os quais eu, foram atirados para o lay-off... Lembro-me de ter ido a chorar do meu posto de trabalho até ao carro, as lágrimas corriam-me pela cara”, confidenciou Dinis Oliveira, 57 anos, de Travassô, electricista de manutenção geral, há 25 anos na empresa, que não esquece Armindo Abrantes: “Tinha estima pelos empregados!”.
Os funcionários garantiram que o fecho da empresa coincide com um tempo em que “há mercado, mas não se produz”. “Porquê?”, questionou SP. Encolheram os ombros, olharam uns para os outros e pouco acrescentaram: “É uma boa pergunta! Só a administração é que poderá responder”.
A 3Marcos, também do Grupo EU-Steel, pode seguir pelo mesmo caminho. A assembleia de credores, a 18 de Novembro, no Tribunal de Anadia, decidiu dar mais algum tempo para se apurar da existência, ou não, de investidores interessados na empresa, onde trabalham, actualmente, cerca de 60 pessoas.


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