Escrevemos como quem cumpre um dever
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Escrever sobre política e economia sobretudo para defesa da sociedade, dá-me a dupla satisfação de falar de algo que é indispensável a qualquer cidadão válido. Na verdade, a política e a matemática são comuns à maioria das actividades onde, qualquer cidadão as pratica normalmente. Por estas razões, que me parecem indiscutíveis, são prática corrente utilizá-las simultaneamente ainda que, a maioria das vezes o façamos, sem disso darmos conta. Que esta introdução sirva de desculpa para, mais uma vez, vir pôr á consideração dos portugueses, as minhas preocupações pelo gravíssimo caos económico e sobretudo moral, em que vive a sociedade e que, infelizmente, é agravada quase diariamente.
Escândalos e má governação
Os escândalos políticos e económicos surgem quase naturalmente, como se fossem contas de um “rosário” sem fim. O cidadão consciente vive amargurado com tantas tragédias que, normalmente, se afundam na mais completa impunidade e, infelizmente, a grande maioria tem contornos políticos, mais ou menos visíveis. Somos mal governados, por culpa dos políticos que não estão capacitados para o fazer, mas esse, que é grande, não é o pior defeito. Mais grave do que não saber é não serem (os governos) constituídos por cidadãos sérios, que comprometem a sua honra jurando defender os interesses do povo, mas a sua prática é, normalmente contrária, esquecendo esse dever e colocando, acima dele, os seus interesses pessoais ou de Grupo. Infelizmente,não são só os portugueses a terem estas razões, porque elas são comuns a vários parceiros Europeus, o que agrava a situação. Foram, por isso, também nascendo, em vários países, reacções que se vão transformando em forças sociais ou partidos, com o objectivo de combater estas situações e, há cerca de um mês, em Espanha, nasceu um novo partido. É com objectivo semelhante que vimos publicando vários artigos que, aliás, não são mais do que o eco do que se diz na quase totalidade da comunicação social, nas conversas da rua, cafés, restaurantes e em todos os encontros de cidadãos, mais ou menos responsáveis. Assim, em 28/08/2014, escrevi no Diário de Aveiro, com o título “Os abusos do poder, conduziram sempre à revolta do povo... que oculta até à sua explosão!”.
Vantagens dos grupos
Em SP, com o título “Carta Aberta ao Senhor Presidente da República”, a 21 de Outubro, escrevi, entre outras frases, que “é este cidadão amargurado pelo caos político e moral em que vivemos, que vem pedir a V. Exª. para fazer um apelo público à classe política, aconselhando-a que mide radicalmente de postura, antes que seja demasiado tarde”. E nos dois últimos parágrafos dizia, que tudo isto era para lançar este alarme: É perigoso que o povo chegue à conclusão de que os motivos da sua desgraça são os interesses ilegítimos dos que põem os seus egoísmos e vantagens dos seus diversos grupos acima daqueles que juraram defender, mantendo-se indiferentes aos apelos, até, do Supremo Magistrado da Nação! Escrevemos tudo isto com a intenção do cumprimento de um dever e, quase em simultâneo, com o nosso último apelo, nos chega a notícia de um partido espanhol (Podemos) que, pelo volume de aderentes que obteve, foi considerado um perigo de elevado potencial, embora ainda em embrião, para a estabilidade política dos nossos vizinhos e até para a Europa, como destaca o distinto jornalista, dr. António José Saraiva e, muito bem, no seu editorial do Sol, do dia 7/11/2014. Faltou ao distinto articulista, porque a não viveu como eu, fazer a comparação deste partido espanhol com os preliminares da tragédia humana, que foi a Guerra Civil Espanhola e o embrião da Guerra de 1939/1946, até hoje a maior tragédia da humanidade mas que, infelizmente, parece não ter sido suficiente para convencer os políticos de que se não deve repetir!!! E como corolário de tudo isto, perguntamos aos partidos portugueses: Tudo isto ainda não é suficiente para uma mudança radical? Se não forem capazes de o fazer, poderão ser culpados de réus, causadores das próximas possíveis ditaduras…, resultantes das loucuras destes e outros feiticeiros e aprendizes da política. É o que prevemos na nossa modéstia, como o futuro mais próximo do que parece pois, quase em simultâneo e em vários países, surgem movimentos deste teor, que tem demasiados parentescos com a guerra civil espanhola, o Movimento Fascista de Mussolini na Itália e o Nazismo, na Alemanha de Hitler.
Isenção das paixões
Recito a história, para tentar que ela não se repita, e chamo mais uma vez a atenção dos políticos e do Senhor Presidente da República, para estas analogias, que não as podem sentir como eu, porque as vivi. Com a longa experiência e constante atenção ao que se foi passando, aqui e no Mundo e com a isenção das paixões, sempre perigosas, parece-nos que os partidos têm obrigação de fazer o seu meia culpa, para tomar as suas opções que são apenas duas: continuarão a sua rota tortuosa actual ou tomar o caminho rectilíneo a que obriga os seus julgamentos. A sociedade saberá julgar quem a quer servir ou..., ao contrário, quem dela se serve, tentando enganá-la cobardemente” n ALMEIDA ROQUE
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