Opinião Própria: As hesitações do Mundo Ocidental
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É por razões semelhantes que Portugal, a grande maioria da Europa e, até, parte do Mundo Ocidental vivem num tempo de hesitações, que levam à desorientação e são a génese do empobrecimento material - e sobretudo moral -, que dá origem a todas as crises. Há uma inflação de opiniões e um débito de decisões válidas. Vem isto a propósito de um jornal diário ter gasto seis páginas, nas quais um senhor considerado importante (para certo partido, até Presidenciável), falou de tantos assuntos, fez tantos reparos, semeou tantas ilusões, sem nada que faça meditar, para além do paupérrimo valimento real dos seus pensamentos, de tão vazio conteúdo prático! São assim a grande maioria dos políticos que, infelizmente, são donos do nosso destino. E este senhor, que é portador ainda de pomposo nome de reitor laureado, é igual a tantos, embora, felizmente ainda sobrem alguns, que se não aferem por esta tabela.
O mundo real
O entrevistado, como infelizmente tantos, limitou a sua vida profissional a transmitir aos seus alunos as teorias que lhe haviam ensinado e, para além disto, tem vivido a vida, divertindo-se e gozando os privilégios de um chorudo ordenado e regalias, sem pensar no sacrifício dos que interiorizaram a noção do dever de lutar por uma sociedade onde se quer que “reinem” os valores maiores, da Solidariedade, Justiça, Fraternidade e Amor e, para além destes indispensáveis valores, o pão de que se alimenta a vida. São estes que têm a noção clara do que é o mundo real e lutam, até à exaustão, para que aqueles (valores) sejam uma realidade! Ainda são estes quem conhece bem a sociedade e os seus problemas, as suas dores e alegrias, e fazem do futuro o seu grande objectivo, lutando sempre para que ele sejam uma realidade cada dia mais agradável. Só esses podem e até tem obrigação de transmitir (à Sociedade), os seus anseios e saberes de experiências feitos e, por essas razões, quem tem o direito e concomitante dever de pela sua experiência (mãe dos saberes) ajudar os “outros” (sociedade) a encontrar os caminhos certos, porque (como os antigos almocreves) são eles quem conhecem bem os caminhos e sabem diferenciar os perigosos, ou inacessíveis, dos que conduzem a um futuro com mais Pão, Justiça e Solidariedade.
Válidos cidadãos e políticos
São esses quem podiam e tinham, até, o dever de conduzir os povos, com a mão segura da experiência, e poder usufruir todas as maravilhas do desenvolvimento tecnológico. Ainda são estes que, com a ajuda de bons professores, em conjunto com os pais que sabem educar , fazem as “Boas Famílias” e constroem o cerne das Sociedades, que contribuem para fazer os válidos cidadãos e também políticos, de quem tanto necessitamos. Sem estas Famílias, de onde são originárias as virtudes, embora também alguns defeitos - visto que não há obra humana perfeita -, mas, sem elas (famílias), nunca poderá haver “uma boa classe política” e cidadãos aptos a engrandecer a Sociedade. E nós, que tantas vezes temos criticado esta gente ( políticos), sabemos bem que são eles os elementos base e indispensáveis a todas as sociedades. É que, sem organização política, não seria possível vivermos colectivamente. Acabam por ser eles, indiscutívelmente, os actores mais importantes porque praticamente, eles são o princípio e o fim de quase tudo. Para tanto, porém, é indispensável que compreendam a grandeza da sua missão mas, ainda mais..., a sua grande responsabilidade!!! É nestes dois parágrafos que reside o descontentamento da sociedade e nos leva a uma crítica que, acima de tudo, procuramos, como em tudo o que fazemos, que seja digna e isenta.
Os nomes apropriados
Algumas vezes, até poderá parecer que somos demasiado agressivos, mas gostamos de classificar as situações com os nomes apropriados e, em assuntos de dignidade que prejudicam todo o povo, seremos mais contundentes, exactamente porque são milhões os prejudicados. Os políticos não devem, para alcançar o poder, apresentar um programa e, seria uma questão de honra praticá-lo ou, em caso de impossibilidade, explicar, com verdade e clareza, as razões dessa impossibilidade! Infelizmente, porém, na quase totalidade, essa responsabilidade é ignorada, aproveitando-se de todas as oportunidades para privilegiarem os seus interesses partidários e dos seus lóbis, ofendendo a dignidade dos seus juramentos. Este é o panorama vigente em Portugal, e na maior parte da Europa, e os que tinham qualidade e capacidade para bem executar os lugares dos corruptos, não têm a mínima possibilidade, porque o circuito fechado instituído, só permite a entrada “aos da casa”! Este é o “sistema” que convém aos instalados, que o defendem como o tigre defende a sua cria, porque nunca tiveram uma poltrona mais cómoda nem a sua fortaleza teve tão fortes muralhas! É por todas estas situações que a grande maioria da classe ouve as críticas mais duras sem reagir, como se usasse um forte impermeável, imune à mais insistente chuva.
Um milagre...
Embora estas situações sejam, infelizmente, inerentes à grande maioria, felizmente haverá algumas excepções e é dessas que se espera que, por milagre, alguns sejam capazes de, “um dia”, fazer o seu “acto de contrição” e que este seja o milagroso fermento que, para eles e o povo, seria a grande redenção! É ainda nessa esperança que repetimos duas frases, antes já escritas: 1 - Eles são os mais importantes, porque são o princípio e o fim de quase tudo. Porém, é indispensável que compreendam a grandeza da sua missão mas, ainda mais, a sua grande responsabilidade!!! 2 - É isso que ficamos a aguardar, embora quase em desespero, porque o tempo urge e os bons sinais não aparecem, ao menos para alimentar a nossa ilusão. n ALMEIDA ROQUE
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