Adriano Fernandes tem história de vida dura de contar: problemas de coração, diabetes, cancro nos intestinos e na próstata. Aos 41 anos, segura o tronco com uma armação de metal. “Sofri um acidente e estive 11 semanas em estado de coma”, disse a SP. Por três vezes, já tentou o suicídio.
Adriano é um de 12 filhos de um casal madeirense com ligações familiares à Carvalhosa, de Valongo do Vouga.
O pai, José, era violento, batia na mãe e nos irmãos. Alcoolizava-se e insultava, agredia, marcando a amarga infância de Adriano - que fugiu de casa aos 15 anos.
MILAGRE E SUICÍDIOS
Aos 9, já caíra a um poço e salvara-se por milagre. Em 1995, tentou o suicídio. Aos 26, emigrado “para ajudar a família”, saía do trabalho e um acidente de automóvel atirou-o para a invalidez, que “segura” com a armação metálica que lhe apoia todo o tronco.
“Perdi o que mais amava, o meu trabalho”, disse a SP.
Sucederam-se “os momentos de angústia e desespero”. “A minha vida era o hospital e nada mais. A seguradora não assumia a sua responsabilidade e tive graves problemas financeiros, para cobrir os gastos clínicos. A cada dia, as dívidas eram maiores”, lembrou Adriano Fernandes.
Uma trombose, em 2000, paralisou-lhe a parte esquerda do corpo. Recuperou parcialmente, mas com sequelas. As dores do tumor intestinal e a luta na quimioretapia, levaram-o a nova tentativa de suicídio: “Felizmente, fui salvo”, recorda, amargamente.
Meses depois, foi-lhe dia-gnosticada diabetes e o pâncreas “já pouco trabalha(va)”.
«Perdi o que mais anmava, o meu trabalho», disse a SP.
Adriano Fernandes pode ser contactado pelo telemóvel 968 022 335 ou pelo email ferndesadriano@hotmail.com - que ele consulta nas instituições por onde passa.
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