O abismo está à vista..., mas a tempo de ser evitado!!
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Olhamos à nossa volta e ficamos horrorizado com as respostas que nos dita o nosso raciocínio. A situação do País impõe as reformas que todas as vozes, mais ou menos insuspeitas, pensam ser necessárias e urgentes e que o actual Governo até colocou (grande parte delas) no seu programa para esta legislatura, mas não passaram das intenções, porque as forças ocultas o não permitiram e o Ministro a cuja pasta pertenciam foi demitido e colocado num lugar mais cómodo! Diagnosticaram esta situação: economistas, jornalistas, sábios, homens de negócios e alguns políticos fora dos Governos! E se tanta gente, mais ou menos sábia, chegou a esta inequívoca conclusão, de necessidade urgente, porque sem elas (reformas) o País não tem provir, quais as razões porque não se lhes dá execução e quem são os culpados? Esta pergunta só tem uma resposta possível: os culpados são quem Governa e todos os que têm governado e esses são os políticos!
Modificar a Constituição
Em Democracia, os políticos são escolhidos pelo povo e, nestas circunstâncias, só podemos chegar a uma conclusão e essa, infelizmente, é que ou o povo não sabe escolher ou o regime, na sua organização actual, não permite as execuções que satisfaçam as necessidades reais de que o País necessita, com a urgência de um doente à espera que o cirurgião o salve da morte. Daí, resulta a tão urgente necessidade de modificar a Constituição, em vários aspectos, até se encontrar a fórmula indispensável de permitir que os homens que governam possam fazer o que são as reais necessidades da Sociedade e não como actualmente acontece, provadamente, colocar os interesses do partido, ou os seus próprios, em primeiro lugar. Se este objectivo não poder ser realizado e continuarmos o caminho que estamos a percorrer, o panorama alternativo é o abismo que ousamos diagnosticar: os Governos futuros serão iguais, ou piores, aos que temos suportado e continuarão as mesmas políticas que nos conduzirão a uma Sociedade explorada por monopólios que, em conluio com a classe política, terão todos os privilégios e os outros (a quem chamam povo) as esmolas que os privilegiados lhes quiserem outorgar. Parecerá demasiado cruel, mas é o que sucederá, se não conseguirmos a alternativa de que falamos ao princípio. É evidente que escrever com esta crueza, dirigida a quem se habituou à hipocrisia em que nós vivemos, vai escandalizar essa multidão! Mas este é o preço de antecipar o futuro e é para ele que caminhamos, infalivelmente, se não formos capazes de contrariar as tendências actuais.
Direitos e deveres
Tudo o que acabamos de descrever não tem qualquer intenção de ofender os poderes constituídos, que tiveram origem na lassidão que avassalou a sociedade actual e que foi, ao longo da história humana, o grande motivo para as suas perdições que, infelizmente, foram muitas ! Foi esse arrepio pelo sacrifício que, ao longo da história, levou ao crepúsculo de várias civilizações antigas, que foram pujantes por largo tempo. Temos de fazer um esforço para encontrar, em nós próprios, a coragem que nos faça vibrar e lutar com determinação pelos nossos direitos que são, simultaneamente também, o dever que temos de o fazer pela sociedade que nos integra. Se não conseguirmos alternativa para o caos actual, não temos outra esperança, estamos fatalmente condenados ao triste futuro que já descrevemos. Não pode ser outro o objectivo de quem nos tem governado e sabe que as reformas referidas são indispensáveis para bem governar o País e que não há outras alternativas! É este procedimento que permite o direito a esta crítica, para a qual a sociedade não está habituada, pois se deixou contaminar pela ignorância ou subserviência, até muitas vezes colaboração.
Sociedade mais perfeita
Este é o aviso que tem o dever de fazer quem julga ter esse direito, por haver doado à sociedade grande parte, se não a maior, das suas vidas física, intelectual e material, vividas intensamente e sem regatear o seu sacrifício, mesmo quando os 95 anos já passaram e, sem vacilar, luta constantemente por uma sociedade mais perfeita e solidária. São todas estas razões que nos obrigam a continuar a levantar-nos com as estrelas e a viver modestamente, na convicção de que não basta falar de amor, da verdade, justiça e solidariedade, sem utilizar a sua prática. E se o destino quis dotar-nos com alguma capacidade de análise sobre o futuro, alicerçadas na nossa invulgar e reconhecida experiência, impõe-nos o dever de servir! E porque detestamos a palavra desistir, continuaremos a nossa luta por um Mundo mais equitativo , em que brilhe a Solidariedade e a Justiça, a Paz e o Amor! n ALMEIDA ROQUE
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