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Macinhta do Vouga: Joaquim Martins

por ALCIDES MELO em Outubro 10,2014

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A 14 do Maio, em notícia local (que só agora, por falta de saúde, me apresto a comentar), deu este conceituado jornal à estampa as festivas comemorações do 21º. aniversário da AMAR.

Foram referidas duas figuras que contribuiram para a sua existência: Maria da Conceição e Eugénio Quaresma. Também à Cooperativa Eléctrica de Macinhata foi dado lugar de relevo. Gesto bonito. Digno de aplauso.
Que só peca por não incluir a engª. Isabel Ribeiro e Joaquim Martins (foto). Eu, que por lá andei, sei o que foi o proficiente nível de participação de um e outro. Ela, em trabalho e dedicação. Ele, em dedicação e apoio financeiro, que se cifrou num número de milhões, um “empurrão” precioso, de grande merecimento, que levou a AMAR a ir por diante, sem o qual, provavelmente, não teria passado das intenções.
 Certo é que tanto ele como a engenheira foram esquecidos. Nem uma palavra! E ele, sobretudo, não merecia só palavras, merecia (e não tem) uma fotografia a engalanar um dos salões da AMAR. Não tem nada, como se nada tivesse feito em prol da Associação!
Joaquim Martins não pediu nada (já falecido, não pedirá) e seguramente não pediria. Fez o que fez, por amor a Macinhata, ao seu povo. Seguramente, sem qualquer intenção de receber fosse o que fosse! Que chocante falta de gratidão da AMAR, e não só, porque também a autarquia local, com responsabilidade de uma das últimas Juntas de Freguesia - atendendo a uma petição que lhe foi remetida em 20/12/07 - subscrita pelo actual presidente da AMAR, pelo actual vice-presidente da Câmara Municipal, por ex-presidentes da Junta e da Assembleia de Freguesia e algumas pessoas gradas da sociedade macinhatense, com o pedido de concessão de uma rua a que fosse dado e ficasse perpectuado o nome do generoso benemérito. Recebeu a petição e comprometeu-se a contemplar e depois... “fechou-se em copas!”, tal e qual como fizera relativamente a Monsenhor Silva Pereira.
A Macinhata, terra de boa gente, não fica bem atirar para as “catacumbas” do desprezo e do esquecimento aqueles que, ao longo da vida, foram fazendo algo para que ela pudesse vir a a ser o que é!
Digno exemplo, é o que vem de Águeda: à volta de 90% de ruas são atribuídas a nomes de cidadãos. Quem, se não os cidadãos, faz prosperar o mundo?!
n ALCIDES MELO

Posição da
Direcção da AMAR

O presidente da direcção da AMAR disse a SP que “Joaquim Martins foi lembrado no aniversário”.
“Todos sabemos quem foi e o que representa para a associação. A sua benemerência não está em causa”, disse Filipe Silva, surpreendido com “este comentário de Alcides Melo“.
“Não esteve nas comemorações, não ouviu o que foi  dito”, sublinhou o presidente. Sobre Isabel Ribeiro, comentou que “a AMAR sabe o papel que teve” e que, no aniversário, ele mesmo lembrou “todos os dirigentes”.
”Fiz referência às duas pessoas que mais trabalharam para levar por diante a AMAR”, disse Filipe Silva.



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