Carta aberta ao Senhor Presidente da República
Noticias Relacionadas
No existem notcias relacionadas a este assunto
Como sempre, fiel ao meu desejo de servir a Sociedade, estou a dirigir-me a Sua Exª, em forma de Carta Aberta, para dar a conhecer ao mais Alto Magistrado os desejos e pensamentos da grande maioria dos Portugueses que lutaram, e lutam, para a melhoria da Sociedade Portuguesa. Quem se dirige a V. Exª. é um cidadão que emergiu do anonimato pelo vigor do seu trabalho e, arrostando com muitos sacrifícios e a coragem dos humildes, que renunciam às grandezas pessoais, para poder servir. Dele disse um Emérito Bispo ser dos 100 portugueses que melhor conhece a vida e que, depois de nove e meia dezenas de anos, continua a lutar para mais aprender e ter melhores condições de servir a Sociedade em que está integrado, sem esquecer o Mundo, com a complexidade das suas religiões e dos vários interesses sinistros que se escondem por detrás delas. Não defende as utopias dos irrealistas nem os extremismos, porque tem a convicção de que tudo o que é humano é perecível e imperfeito. Sabe bem que a felicidade perfeita não existe e que só o sacrifício feito com os olhos postos ao serviço das boas causas é o grande redentor!
Caos político e moral
Nasceu no tempo do pé descalço e, desde os bancos da escola, aprendeu a ajudar o companheiro menos favorecido e, depois de lutar para conquistar algo com que pudesse ajudar melhor os que nasceram menos cotados na saúde, ou outras capacidades, privilegiando as crianças que são o amanhã e os idosos que legaram à sociedade toda a sua capacidade, embora tantas vezes inglória. Quem assim luta, não o faz essencialmente por bondade mas por convicções que lhe são impostas, pela consciência do cumprimento das suas obrigações sociais. E todos os que levarem à prática esta maneira de viver não sabem odiar, porque lutam pelos bens supremos da vida: o amor, a solidariedade, a verdade e a justiça. É este cidadão, amargurado pelo caos político e moral em que vivemos, que vem pedir a V. Exª. para fazer um veemente apelo público à classe política, para que mude radicalmente a sua postura, pondo de lado a sua prática corrente de defender os interesses partidários, esquecendo os de Portugal, traindo, assim, o seu solene juramento. É urgente corrigir os erros constitucionais (feitos em clima revolucionário), pois eles impedem uma governação realista e actualizada, que dê ao País o progresso económico, no qual há-de assentar um eficaz edifício social!
Servir os cidadãos
Um dos imperativos mais badalados pelos Democratas (?) é que o Estado democrático tem como objectivo servir o cidadão! MAS A TRISTE REALIDADE, CADA DIA MAIS NÍTIDA, é uma corrida vertiginosa de sinal contrário, em que, por formas como impostos fiscais e as leis mais sofisticadas, o Estado caminha para dominar completamente os cidadãos, desanimando-os e destruindo as suas actividades, transformando-os em “vencidos da vida” e provocando inactividades que, no mínimo, vão engrossar o número de desempregados, se não se transviarem para situações mais perversas! É preciso pôr os partidos perante a realidade que, depois de tantas evidências, se tornou uma certeza que atingiu a consciência nacional, como um dogma que aponta aos políticos e partidos, o crime moral de, para preservar os seus privilégios, não chegarem a um entendimento, absolutamente indispensável para bem governar o País. E ocorre fazer esta pergunta: há-de morrer ou definhar um País, com quase mil anos de história, por causa do “condenável egoísmo” de tão poucos? Será crime pensar que os homens egoístas são quem dá motivos para que (à força, mais tarde ou mais cedo), tenha de impor a razão, quando o País estiver destruído? V. Exª. não tem, infelizmente, a força, nem a lei, mas penso que, por dever para com a consciência nacional, deveria alertar publicamente os políticos, que é como quem diz, o País, explicando claramente as causas porque o faz e a urgência em agir, referindo a verdade que todos os bons portugueses conhecem, sem qualquer dúvida!
Criminosos morais
Os legítimos interesses da vida quotidiana dos portugueses, nas próximas dezenas de anos, estão a ser vítimas de desacordo, porque esse (desacordo) é da sua exclusiva conveniência!!! Estão à vista de todos quem são os “criminosos morais”(infelizmente impunes) da desgraça do País e o único castigo possível (infelizmente) é arrancar-lhes a máscara, através da qual se escondem cobardemente, para manter os portugueses numa prisão sem grades! É essa razão, exposta com coragem e verdade, que a alma portuguesa espera de V. Exª! Desculpe-me V. Exª. a lealdade de dizer o que penso, sem rodeios mas também sem qualquer desejo de ofender, porque DIZER A VERDADE, É UMA QUESTÃO DE HONRA! n ALMEIDA ROQUE
652 vezes lido
|