Vou levar um tractor de mato a casa do Gil
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O homem descarregou uma carrada de mato em frente à porta da farmácia do presidente da Junta de Macinhata e ateou-lhe o fogo. Antes, já tinha deixado no mesmo local uma carrada de palha. Os transeuntes pasmaram e interpelaram-no: “Ó homem, o que é que lhe deu?”. “O que é que lhe deu, a ele…!”, respondeu o homem, com veemência e arfante - ele anda endemoninhado, anda levado pelos espíritos mali-gnos”. Parou para respirar e continuou: “Já lhe roguei, já lhe pedi que limpasse as valetas que passam à minha porta e ele faz ouvidos de mercador, nada faz. Fui a uma mulher de virtude e disse-me que o espírito que ele traz só sai com fumigações, com fumo de arbustos selvagens. Só fiz isto por bem...". “Mas olhe que ele diz que a culpa não é dele, é do Clube da Venda Nova, porque a rua é camarária!”, disse um dos presentes. “Ai é?! Se eu tiver a certeza disso, vou levar um tractor de mato a casa do Gil Pedalais”. “Tem juízo – disse o Filipe Selva, com cepticismo – se para afastar um inimigo cada um pusesse à porta dele mato a arder, só se viam para aí fogachos na terra, os bombeiros não davam vazão!”.
* * * A Olívia Merkel, presidente da Associação dos Secos e Molhados, estava exultante no rescaldo da Festa do Leitão. Ressoavam ainda os tambores das bandas e o cheiro deleitoso do acepipe. “Venderam-se 400 toneladas de leitão e arrobas de batatas fritas e cozidas, beberam-se pipas de espumante e até trouxemos cá a ministra...”. “…Que prometeu voltar” - continuou o Zé Carlos Centago – quando lhe explicámos que os leitões são filhos de um porco e de uma porca, cevados com milho dos campos verdejantes do Águeda e do Alfusqueiro e com o bálsamo dos eucaliptos e pinheirais...”. “E os leitões criados com ervas aromáticas, coentros, alecrim, salsa e alho francês – acrescentou o dr. Alberto Marquês - e depois de mortos e esfolados com água do botaréu, são temperados com especiarias da índia, suturados com fio especial e assados em forno de lenha aquecido com toros de ervedeiro, jacaré e restos de macacaúba. “Pois é – concluiu a Olívia Merkel - a ministra ficou tão contente que até comprou uma chapéu de palha, para ir à missa em Lisboa!”.
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