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Opinião própria: O Mundo seria a imagem do paraíso se… quem reivindica para si… pensasse também no outro!
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Por duas vezes, nos últimos quinze dias, vimos ser tratado, em escrito público, o Serviço Nacional de Saúde e as atitudes do Senhor Ministro, que estamos convencidos de que tenta fazer o que pensa ser melhor, com as limitações que, nas mais do que difíceis condições económicas actuais, impõem a toda a Governação. Temos vários familiares médicos e somos amigo de muitos (alguns, na sua especialidade, de verdadeiro top), tendo um destes salvado a nossa vida! n GREVES: A classe, porém, é muito numerosa e muitos deles não trazem, na sua génese, a convicção de que os altos privilégios que lhes são conferidos pela sociedade obrigam à prática de uma deontologia específica, mesmo mais rígida do que a que devem praticar outras profissões, como Professores, Juízes e Padres, porque está em jogo a Vida Humana! Em nossa opinião, as greves de médicos deviam ser ilegalizadas, em função dos seus privilégios e concomitantes deveres! Ou será boa prática deontológica um doente, em perigo de vida, não poder ser atendido porque o médico está em greve?! Bastará, até, a presunção de que isto pode acontecer, para o doente sofrer! E quantas operações e consultas que esperam meses, ou até anos, ficam por fazer porque os médicos (ou os sindicatos) dão mais valor às suas reivindicações (quantas vezes caprichos) do que à vida que deviam defender!
SNS tem de optar
Sabemos bem que os médicos têm necessidades especiais, mas qualquer médico digno desse nome, e tantos são, felizmente, ganham muito bem. Mas o Serviço Nacional de Saúde tem de optar: escolher, fiscalizar e pagar bem aos que trabalham neste serviço, em exclusividade (o que sabemos não ser nada fácil), e proibir, terminantemente, a promiscuidade. n QUESTÃO: Ser ou não ser, eis a questão: Ou se trabalha no SNS ou em consulta em hospitais e clínicas particulares! Não sendo assim, assistimos a esta situação degradante: o médico que trabalha no SNS e, nesta situação, dá uma consulta e diagnostica a necessidade de uma operação de grande cirurgia, diz isso ao doente que, logicamente, pergunta: quando terei oportunidade? Ao que o médico responderá mais ou menos: Não sei, mas talvez daqui a uns seis ou doze meses. O doente fica apavorado mas ouve: Se quiser, eu opero daqui a três dias em tal hospital ou clínica! Digam o que quiserem, mas é esta mais ou menos a situação em que vivemos.
Monopólios e doentes
Há médicos do SNS que, fora deste, operam ou dão consulta em meia dúzia de lugares! E, como corolário deste rol de anomalias, ficam muito escandalizados quando o Senhor Ministro contrata meio cento de médicos cubanos, evocando até os cravos de Abril, que tem servido (coitadinhos dos cravos, tão bonitos) para esconder tantas maldades! Em nossa opinião, o Senhor Ministro procurou, como era seu dever, ter em atenção as necessidades actuais e acreditamos que este intercâmbio pode servir para, na pior das hipóteses, se tirarem conclusões sobre a medicina cubana, a quem tantos cidadãos portugueses tem recorrido nos últimos anos, e ficarmos a saber se, de facto, há naquela medicina tão reclamada, alguns avanços e deles podemos tirar partido, como aconteceu com os dentistas brasileiros, ou se não passa de “um mito,” veiculado por conveniências políticas! n SNS: Por experiência própria, sabemos bem quanto se ganha com estes intercâmbios mas, para as organizações sindicais, em primeiro lugar estão os seus monopólios, sem pensar no doente. E foi esse doente que o Senhor Ministro quis defender e, não ofender os bonitos cravos, aproveitados sem culpa, por tantos oportunistas. Todos nós ansiamos por um SNS impecável mas, para tanto, é preciso, para além das condições económicas que na actualidade não temos, de uma colaboração muito mais perfeita, sobretudo mais digna, da totalidade dos intervenientes, quer sejam doentes, médicos, enfermeiros e restante pessoal auxiliar, estando em lugar cimeiro o director clínico e o administrador pois, em todas as organizações, até familiares, a parte económica é fundamental. Já os nossos avós diziam que “comer sem conta, é viver sem honra”!
Greves sem razão
Introduzo aqui um aparte estranho (não tanto, como parece) “a estas questões”: Já várias vezes temos escrito (e dito, em milhares de ocasiões) que, num Estado Democrático, as greves não têm razão para existir, para além das conveniências políticas, às quais convém as lutas de classes (dividir para reinar)! Se assim não fosse, os diferendos entre empregados e empregadores (que não fossem resolvidos entre as partes), seriam entregues a um Tribunal Laboral, constituído por representantes dos dois lados e presidida por Juízes dos Tribunais de Trabalho, jubilados ou próximos da jubilação, por serem, desta forma, mais competentes e isentos, até de ambições! n DÍVIDA: Resolver-se-iam, assim, com muito mais justiça, os diferendos entre os dois pilares da economia, que são os trabalhadores e os empregadores. E às grandes vantagens sociais, somariam tantos milhares de milhões de euros que, em poucos anos, chegariam para pagar a nossa dívida externa. Tão fácil e tão proveitoso, se não se intrometesse aqui a maldade… E nem será preciso perguntar de quem, porque já dissemos, a quem esta situação não convém!!! n ALMEIDA ROQUE
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