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Cultura: LINHAS DE RUMO de Manuel José Homem de Mello
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Manuel José Homem de Mello, director honorário de SP, editou “Linhas de Rumo”, obra em que faz memória de vida.
“Vi o século XX a percorrer a minha vida e a minha vida a percorrer o século XX”, escreve o autor, citando-se de 2008, neste volume de textos escolhidos, com que sintetiza uma vida pública, que também tem intimidades e segredos e, citanto a “brevíssima nota” da filha Mafalda, é retrato que sai vivo e verdadeiro, com sinais de certeza, dúvida, contradição, denúncia, elogio, vaidade, fragilidade, chama e mágoa”. O livro, de “consumo restrito e íntimo”, e de textos escolhidos, dicionariza o pensamento de Homem de Mello, em aforismos que sublinham a sapiência e sensibilidade de Manuel José Homem de Mello. Citemos “Camaleões”: “Muito raros hão-de ser os dias em que os líderes políticos desistem de invocar o respeiro pelos princípios, segundo os quais procuram nortear as acções que desenvolvem. Mas não tão menos raros assim quando essa invocação coincide precisamente com o desrespeito pelos princípios que apregoam. Na realidade, a actuação política adopta constantemente a capacidade de seguir o exemplo dos camaleões, mudando de aspecto consoante mais lhes convém”. Escrito em 2007 e actual. Manuel José Homem de Mello sempre em tempo e atento, versátil, inteligente e sábio.
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