Um grito de alarme... no deserto
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Segundo previsões razoáveis, dentro de cerca de 50 anos, a nossa população será pouco mais de metade dos cerca de dez milhões actuais, uma situação trágica, para sustentabilidade do actual sistema social.
No ano anterior (2013), houve cerca de menos 7 000 nascimentos e certamente este ano os nascimentos vão também diminuir, na proporção aproximada. Infelizmente, este, como quase todos os males públicos, resultam dos erros e imprevidências de quem governa, desprezando mesmo as leis naturais da vida e sempre atentos, acima de tudo, às acções que favoreçam as suas conveniências, ignorando o interesse público, que juraram defender.
Construção da família e queda da natalidade
Normalmente, os homens e mulheres que chegam ao poder são os senhores doutores que pouco mais fizeram na vida do que estudar, sobretudo as formas mais favoráveis de viver sem sacrifício. Aderem a um partido do poder, que (com toda a certeza) pensam que lhes arranjará um tacho e, para isso, acompanham e adulam os chefes que, infelizmente, pouco mais lhes podem ensinar do que os variadíssimos truques políticos. n FAMÍLIA: Foram os políticos, com o objectivo de dividir, para melhor reinar, quem desbaratou, em poucos anos, aquilo que levou séculos a erguer às várias Igrejas: a construção da família, tão grata à Lei Cristã, que lhe atribuiu um Chefe, porque (Fonte da Ciência) Ela sabia que todas as organizações com mais do que um cidadão têm de ter alguém que organize a convivência entre eles para, depois de ouvir e conjugar, encontrar as melhores soluções. Por estas razões quando, subrepticiamente, os vários Governos foram anulando essa organização, iniciou-se a queda da natalidade. Porque os filhos são sinónimo de amor e sacrifício e só quem foi Mãe sabe quanto custam os meses de uma gestação e os sacrifícios a que obriga, com as dores de parto e a criação de um bebé, cujo futuro será sempre uma incógnita! Conclusão: filhos correspondem a muito sacrifício, despesa e determinação consciente, que são coisas para que os jovens de hoje, por culpa da sociedade que os envolve há cerca de quatro dezenas de anos, não estão dispostos a fazer, porque os políticos lhes fizeram acreditar que, com a Democracia, acabava o sacrifício, quando deviam dizer-lhes que a liberdade é bela, mas é indispensável trabalhar, para termos independência, porque, sem esta, aquela (liberdade) deixará de existir. n MULHER: Quando os homens (?) “inventaram a luta pela emancipação da mulher,” como se ela não fosse, por natureza, rainha, porque Mãe, estavam a cavar o princípio do fim do reinado da rainha da criação do Mundo! E vieram novamente os políticos complicar, obrigando, sem prévias bases escolares ou sociais, ao ensino obrigatório até ao 12º. ano, que foi mais propício a viciar os jovens do que valorizá-los, porque demasiados tempos de lazer, são sempre prejudiciais, sobretudo entre jovens facilmente aliciáveis!
Pseudo-educação sexual
Muitas das futuras mães, nas idades mais perigosas, foram mentalizadas para uma peseudo-educação sexual perversa e perversivamente administrada e iniciada, para cúmulo, em clima ainda revolucionário, onde o respeito à hierarquia era palavra vã! Foi assim que se perderam as últimas réstias do respeito à paternidade e surgiram as formas mais aberrantes de “fazer amor”. A pílula, os preservativos distribuídos graciosamente, e a golpada final foi a adopção do aborto, com despesas a cargo do erário público!!! Não satisfeitos com todas estas deformações, quiseram transformar as mães em cabos de guerra, disturbando a sua vocação natural para a maternidade e o lar e, em troca, puseram-lhe nas mãos as armas que matam, para copiar os maus modelos que vêm do estrangeiro, fazendo das mulheres soldados! n DESVERGONHA: Somos céleres a copiar as novidades que vem de mundos diferentes, sem cuidar se elas são boas ou más, ou se as devemos sobrepor ao que praticamos e que, muitas vezes, são muito superiores às inovações que de lá nos chegam! Chegou-se à desvergonha de as senhoras (?) que nas ilhas não quiserem abortar, poderem vir fazê-lo ao continente, com viagens de avião pagas por todos nós! E como a cereja no topo do bolo, legalizaram-se os casamentos de mulheres com mulheres e homens com homens, de cujas uniões nunca haverá partos.
Bodes expiatórios
Termino, evocando o título deste artigo para, com o meu conhecimento da vida real, deixar aos governantes um sério aviso: Não façam das empresas o “bode expiatório” deste problema, cujas culpas cabem a quem tem governado! As empresas são o grande suporte em que assenta a base real da vida económica e os investidores que, em muitos casos, até têm por lei responsabilidade pessoal e criminal pelos seus resultados económicos, tem de defender os seus direitos, não podendo, por isso, assumir a responsabilidade de assistência social. n ESTADO: Os benefícios, para amenizar esta situação, que será quase impossível debelar, tem de sair dos cofres do Estado, que somos todos nós… E uma pequena parte dos benefícios indevidos, que os afilhados políticos do Estado recebem, chegam e sobram para pagar os benefícios a conceder, acabando com pagamentos indevidos, para pagar o que é devido! n ALMEIDA ROQUE
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