Professores contra a municipalização
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O Sindicato dos Professores da Região Centro (SPRC/FENPROF) realizou um plenário de professores e educadores de Águeda, a 7 de Julho, na Escola Secundária Marques Castilho.
A reunião, diz o SPRC, resultou da “necessidade de discutir com os docentes” o propósito do governo, no âmbito do que chama “reforma do Estado”, de “municipalizar novas competências na área da Educação”. A lista de concelhos alegadamente interessados na municipalização inclui o de Águeda e, refere o SPRC, “são públicas, também, declarações do executivo camarário, expressando o interesse em se incluir nesse processo". O SPRC/FENPROF “olha com muita preocupação o caminho de desresponsabilização que o governo pretende aprofundar” e, por outro lado, “rejeita frontalmente a transferência de algumas competências”, destacando, entre estas, “as que dizem respeito ao pessoal docente”. “Não obstante a retórica que envolve o objectivo político em apreço, o que está verdadeiramente em causa é a transferência, por parte do governo, da chamada “crise” para a responsabilidade directa das autarquias, como tem sucedido noutras ocasiões e matérias, pretendendo o governo, de momento, iniciar tão negativo percurso com alguns concelhos, em que as autarquias se disponibilizem para colaborar”, considera o SPRC/FENPROF. Os sindicalistas reuniram recentemente com a Câmara de Oliveira do Bairro, outro dos concelhos na lista dos interessados na municipalização. A vereadora da Educação, porém, diz o SPRC, “afirmou tratar-se de um equívoco, já que a autarquia não expressou ao MEC essa disponibilidade”. Reunião semelhante foi pedida, na mesma data, à Câmara Municipal de Águeda. Foi, a 2 de Julho, ficando agendada para hoje, dia 9.
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