Agitágueda no palco da cidade
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Já lá vão uns anos desde a derrocada do muro da margem direita do rio Águeda, bem perto das antigas instalações da Caixa Geral de Depósitos, em noite de violenta e incontrolável cheia. Muitos “remendos” haviam sido feitos até aí, na protecção das margens citadinas, mas esse facto terá sido determinante para que a política autárquica, e o país, dessem prioridade e início a um vasto e complexo programa de investimentos, nas obras hidráulicas necessárias ao controle das águas do Botaréu, criando, também por essa via, as condições a um permanente aproveitamento da Praça 1º. de Maio e, bem assim, da ampla várzea de terrenos agrícolas. Foi, deste modo, lançado um conjunto de obras, aliciante e credível para o comum dos cidadãos, capaz de estabelecer nova e cúmplice convivência com o rio, sem sobressaltos ou perigos iminentes, afastando, em definitivo, o alheamento e as “costas viradas” para uma fonte única de natureza e de vida de quem, nascendo lá na serra, todos os dias nos visita e atravessa, até “em largo mar desaguar”. As obras realizadas durante estes anos, pesem embora alguns percalços, estão à vista e da antiga Junta Nacional dos Vinhos até ao Ginásio, só por má vontade, ou mau feitio, não terão expressiva nota positiva, usufruindo delas os aguedenses e quem nos visita, todos os dias e em cada momento! Neste novo palco da cidade, a Praça 1º. de Maio, que agora baptizaríamos de “Praça da Canção”, apresenta-se de novo e durante quase um mês o AgitÁgueda, festival de músicas, canções, gastronomias e muitos encontros. Realização ainda só com nove anos, indubitavelmente atingiu uma maturidade crescente, merecedora do apreço e visita de muita gente, dentro e fora de portas, assumindo-se já como uma marca da nossa terra e ombreando com o que de melhor se faz por este país adentro. Águeda agita-se, movimenta-se, engalana-se. Parece até que uma nova força e motivação chega a este quotidiano tão cinzento e tantas vezes sem horizonte. Oxalá, e mais uma vez, o AgitÁgueda esteja à altura desta sala de visitas que é hoje a “Praça da Canção”, porta de entrada de uma cidade e de um povo com história, pergaminhos e muitos sonhos. E que o rio e as suas águas sejam testemunhas da força e da alma desta gente que, como escrevia Pedro Homem de Melo, “pode haver quem a defenda, quem compre o seu chão sagrado, mas a sua vida, não”! Vem daí, Beatriz, porque a festa é do Povo! n JNS
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