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Direito de Resposta: Museu da Indústria: - Um estranho negócio!

por GIL NADAIS (Dr) em Junho 18,2014

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Na sequência da notícia veiculada a 4 de junho de 2014 pelo Jornal Soberania do Povo, intitulada “Museu da Indústria – um estranho negócio que suscita algumas dúvidas”, vimos em conformidade com o disposto no artigo 37º da Constituição da República e nos artigos 24º. e 26º. da Lei nº 2/99, de 13 de Janeiro, exercer o direito de resposta, para esclarecer que:
 Dos factos:
1. A Autarquia comprou por 350.000€, dois prédios referidos como Fábrica Canário & Lucas, Museu da Indústria.
2. A aquisição foi suportada pelas avaliações dos serviços de finanças para efeitos do IMI, que atribuiu aos dois prédios o valor de 398.860€, e por uma avaliação realizada por técnico habilitado para o efeito, que determinou um preço de 370.100,00€.
3. No processo negocial desenvolvido, a empresa vendedora pediu à Autarquia o montante de 500.000,00€ pelas propriedades, ao que foi apresentada uma contra proposta no valor de 300.000,00€, tendo o negócio sido fechado nos referidos 350.000,00€.
4. Como esclarecimento adicional informamos que o preço do metro quadrado do terreno,sem as construções ficou abaixo dos 44€/m².
5. No momento em que fechou o negócio, a Autarquia não conhecia (nem tinha de conhecer!) qual o montante pago pela empresa vendedora pelos imóveis, nem pode ser responsabilizada, ou os seus membros, se outros organismos do Estado andam a vender a qualquer preço os imóveis que lhe pertencem ou sobre os quais têm direitos reais.
 Do tratamento jornalístico:
1. No dia 3 de junho, dia de fecho da edição, e com esta praticamente encerrada, foi o Sr. subdiretor, mandado ouvir o Presidente da Câmara sobre o artigo de opinião que tinha chamado à primeira página da edição nº 8836 do Jornal, o que fez às 15h53m.
2. Efetivamente, não procurou ouvir para eventualmente poder esclarecer, porque cortou as declarações proferidas e só introduziu no texto o que quis.
3. O “jornalista“, subdiretor do Jornal Soberania do Povo, ao não dar direito ao contraditório e ao ter chamado à primeira página nos termos em que o fez, promoveu uma tentativa de assassinato de caráter do Presidente da Câmara Municipal de Águeda.
4 - No momento, só nos resta lamentar que o jornal Soberania do Povo tenha ao seu serviço um “jornalaista” desta estirpe.
Em anexo, enviamos cópia das cadernetas prediais urbanas onde podem ser verificados os valores da avaliação efectuada pelo serviços de finanças.
Paços do Concelho, 9 de junho de 2014
O Presidente da Câmara Municipal,
(Dr. Gil Nadais)

* NOTA: As declarações atribuídas ao sr. presidente (sem aspas) da Câmara Municpal de Águeda correspondem literalmente ao que disse a SP. Foram confirmadas, via telefone. E, dizendo o que SP publicou, convém dizer que o sr. presidente não quis entrar em pormenores. Dispensou-os. Nada valiam.
1 - O sub-director SP sugeriu ao presidente (sem aspas) Gil Nadais que, na edição seguinte, por estarmos em fecho de jornal, usasse o seu direito de contraditório. Não quis.
2 - O jornalista (sem aspas) não tem por hábito assassinar caráteres, perseguir pessoas ou usar a sua posição profissional, social ou associativa para  condenar, fazer juízos de valor ou  insultar quem quer que seja. Nunca o fez, em mais de 44  anos de jornalismo. E mais de 60 de vida. E nunca o fará.
n CV


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