A Europa, sim ou não?!…
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Em seis páginas do Jornal de Negócios, de 06/06/2014, Ferreira do Amaral não concretizou um objectivo. Um economista professoral que, como a maioria dos seus pares, fala de coisas difíceis com a facilidade com que se comenta uma manhã de sol ou chuva, encheu seis páginas, sem nada dizer de concreto. Nem todas as opiniões daquele economista chegaram para fundamentar uma só das premissas válidas, com as quais se tem de governar o Mundo. Ao concretizar-se um aglomerado de Nações, deveria perspectivar-se uma família em construção e ser erguida passo a passo e, como tudo o que é importante, devia ser profundamente meditado e ter tempos de paragem, para visionar o futuro, em função do que está feito.
União ou morte
Houve demasiada pressa, alguns tropeções e, até, atropelos à ética que, normalmente, se reflectem, com maior intensidade, nos tempos menos bons em que vivemos. Não há projectos perfeitos, sobretudo quando a sua dimensão é do tamanho da Europa! Como não há parto sem dores, mas a este rincão do Mundo, de onde irradiou aquilo que se convencionou chamar “A CIVILIZAÇÃO MODERNA OU OCIDENTAL”, não resta outra alternativa: UNIÃO ou MORTE! Se teimarmos em querer continuar orgulhosamente sós, seremos absorvidos, como já foi a Crimeia. Este projecto Europeu obriga a uma Língua comum, sem a qual é impossível! Nova ou já existente, de um pequeno País, – talvez a Grécia, seja a melhor solução. Adoptada esta que, pela sua antiguidade, teria alguma razão de ser, e, pela pequenez do País, não feriria o orgulho dos maiores e estaria encontrado um dos caminhos mais importantes para a União. A Europa do futuro deverá ter em consideração que o Mundo de 1946, modificado completamente pela guerra, nos aspectos económico, político e cultural e que é a ele (esse mundo) que terá de se adaptar!
Potentados económicos
Em poucas dezenas de anos, surgiram novos e grandes potentados económicos. Primeiro, o Japão e depois a China e a Índia, que é preciso enfrentar e, com esse objectivo, mudar urgentemente a sua política social, procurando integrar na sua economia toda a força de trabalho dos seus cidadãos, reservando autêntica protecção para os doentes e idosos ou aqueles que, “realmente”, não têm, provadamente, trabalho e “castigando” os que “não querem trabalhar”. Os emigrantes devem ser aceites e respeitados, quando convidados. Atenção à França. Este Projecto Europeu trouxe à economia portuguesa incomensuráveis vantagens, assim como à grande maioria dos Povos Europeus. Nós é que não soubemos explorá-las, porque, para isso, teríamos de nos organizar e trabalhar mais e melhor, sobretudo fazendo com que todos os que tivessem saúde dessem o seu contributo. Não tivemos engenho nem arte e, sobretudo, não fomos capazes de entender que nos era dado o privilégio de poder fazer, em conjunto com os mais avançados, aquilo que, sozinhos, nunca tínhamos demonstrado ter capacidade de realizar!
O oásis Europa
A Europa emprestou-nos dinheiro sem juros, para fazer tudo isso, mas não soubemos fazê-lo, gastámo-lo, onde não devíamos e desviámo-lo dos caminhos indicados, desbaratando-o em autênticas orgias ou roubos simulados, de todas as formas e feitios, como o projecto cerâmico da Labicer, em Oliveira do Bairro onde, através do BPN, saíram centenas de milhões para um projecto autenticamente fantasma, pois os seus muitos funcionários estavam proibidos de comentar, uns com os outros, aquilo que lá faziam. A Europa actual, reflecte a qualidade dos cidadãos que a lideram, mas, com todas as incoerências, teria sido um “novo el dorado” para a nossa economia se, em vez de copiarmos o seu aburguesamento, nos tivéssemos dedicado ao trabalho, produzindo e vendendo-lhe os produtos que ela podia produzir, mas não produz! Ela deu-nos essa oportunidade, nós é que não a soubemos aproveitar, esquecidos de que quem se deixou atrasar só pode recuperar, com um esforço maior do que, os que já vão longe. A Europa poderia ter sido para a nossa economia, como um oásis no deserto. Prova de que é assim está no crescimento das nossas exportações, porque esses empresários souberam inovar e trabalhar melhor e aproveitar as oportunidades!
Culpas que nos cabem
Não podemos imputar aos outros as culpas que, por inteiro, nos cabem. Democracia não é sinónimo de burguesia, mas, infelizmente, os nossos políticos, para ganhar votos, fizeram acreditar que assim era, quando a sua obrigação seria avisar que a liberdade obriga a trabalhar para a ter e que a dependência é igual à sua perda! Não foi a TROIKA que veio interferir na nossa vida, por sua vontade. Ao contrário, fomos nós que, pela terceira vez, em 33 anos, lhe fomos pedir para nos acudir, emprestando-nos dinheiro para substituir aquele que foi delapidado, para pagar a ociosidade, má administração e tantas desvergonhas que revoltam, só de pensar nelas! Há 500 anos, levámos a Europa a todo Mundo, fazendo da heroicidade uma lição! E agora, para que ela não seja “tragada” pelo mundo, devemos trabalhar com orgulho, para a sua redenção! n ALMEIDA ROQUE
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